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    Brasil contra coronavírus no início de fevereiro de 2021 (64)
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    Antônio Barra Torres criticou novo tempo estabelecido pelo Senado para autorização de uso emergencial de vacinas contra a COVID-19. Texto agora vai para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

    O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (4), uma medida provisória que determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem cinco dias para autorizar o uso emergencial no Brasil de vacinas contra a COVID-19 que já tenham aval internacional.

    Nesta sexta-feira (5), porém, o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, disse que o prazo é "irreal".

    "Esse prazo foi definido hoje pelo nosso gerente geral de medicamentos, doutor Gustavo Mendes, como um prazo irreal. Eu comungo integralmente da opinião dele. Esse prazo é um prazo que, inclusive, nós não sabemos de onde ele vem", criticou Torres em entrevista à GloboNews.

    O texto foi encaminhado para a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que pode confirmar ou vetar as mudanças feitas pelo Senado. De acordo com a GloboNews, a Anvisa vai pedir que o trecho que trata do prazo seja vetado pelo presidente.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à esquerda) conversa com o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante abertura da sessão legislativa no Congresso Nacional, Brasília, 3 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Adriano Machado
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à esquerda) conversa com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante abertura da sessão legislativa no Congresso Nacional, Brasília, 3 de fevereiro de 2021

    Torres defende o dobro do tempo. Segundo o presidente do órgão, o prazo de dez dias é considerado adequado para análise de pedidos de uso emergencial atualmente.

    A Anvisa também trabalha com o prazo de até 60 dias para os pedidos de registro definitivo, que permite o amplo uso da vacina, com comercialização e aplicação em todos os perfis de público.

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    Brasil contra coronavírus no início de fevereiro de 2021 (64)

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    Anvisa, vacinação, vacina, Senado Federal, Jair Bolsonaro, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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