23:12 17 Abril 2021
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    A concessionária que opera o sistema informou que as empresas estão sem dinheiro em caixa para pagar os funcionários, que iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (1°).

    Os serviços do BRT, importante sistema de ônibus da zona oeste do Rio de Janeiro, não estão funcionando desde o fim da madrugada desta segunda-feira (1º). Devido a uma paralisação dos motoristas, quase todas as estações dos três corredores permaneceram fechadas.

    Em função dos impactos na mobilidade, o Centro de Operações Rio informou que a cidade entrou em estágio de atenção às 6h30. Este é o terceiro nível em uma escala de cinco, com riscos de ocorrências em diferentes regiões.

    O consórcio que opera o transporte afirma que as empresas atravessam um momento de grave crise financeira, que ficou pior com a pandemia e a queda no volume de passageiros. Com isso, os funcionários não estariam recebendo seus salários.

    "Chegamos no limite. Hoje, não há dinheiro em caixa do BRT, e estamos diante da incapacidade de honrar o pagamento daqueles que fazem o BRT funcionar", disse o presidente do BRT, Luiz Martins, conforme noticiou o portal G1 no último final de semana.

    Solução momentânea

    Os moradores da cidade que habitualmente utilizam o BRT tiveram que encontrar outras maneiras para o deslocamento nesta manhã de segunda-feira (1°). Uma opção são os ônibus regulares, que tentam atender a população nos pontos do BRT. De acordo com o G1, porém, há filas enormes nos locais e muitas pessoas sem máscara.

    Outra saída é pegar ônibus executivos, que custam R$ 17, valor quatro vezes maior que a tarifa básica do BRT, que hoje é de R$ 4,05. A procura por vans e aplicativos de transporte também subiram.

    Transolímpica, primeira via expressa do Rio com BRT
    Beth Santos / Prefeitura do Rio
    Transolímpica, primeira via expressa do Rio com BRT

    Como funciona o BRT

    O sistema Bus Rapid Transit (BRT) do Rio possui um total de três corredores com vias exclusivas para ônibus articulados. Em cada uma das estações, os passageiros pagam a tarifa de R$ 4,05 para embarcar.

    O corredor Transoeste cruza a Zona Oeste, ligando Santa Cruz e Campo Grande à região da Barra da Tijuca, passando por Guaratiba e Recreio dos Bandeirantes.

    A Transcarioca, por sua vez, conecta o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) à Barra da Tijuca pela Zona Norte. Já a Transolímpica une Deodoro à Barra.

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    Tags:
    deslocamento, crise financeira, crise, paralisação, Rio de Janeiro, Brasil, ônibus, transporte
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