18:48 18 Outubro 2021
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    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)
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    Ex-integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentaram a Augusto Aras, procurador-geral da República, um documento em que pedem que ele ofereça ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro.

    O motivo do pedido é a atuação do presidente quanto à pandemia de COVID-19. Segundo os procuradores, Bolsonaro cometeu o crime de favorecer a disseminação de uma epidemia, que está previsto no Código Penal e tem pena que vai de cinco a 15 anos de prisão.

    De acordo com o G1, que teve acesso ao documento, os procuradores afirmam que "da mesma forma que alguém que agrava uma lesão existente responde por lesão corporal, presidente que intensifica a epidemia existente responde por esse crime".

    O documento lista dez condutas do presidente que configuram crime por parte de Bolsonaro, na opinião dos procuradores. Entre as condutas, está a posição contrária à vacinação; a má condução da distribuição das vacinas; a imposição de obstáculos para a aquisição de insumos como seringas e agulhas; a ausência de resposta à carta da Pfizer; e as declarações contrárias à CoronaVac.

    As outras cinco condutas são o desrespeito à Organização Mundial da Saúde (OMS); a má utilização de recursos públicos na produção de hidroxicloroquina e ivermectina; a apologia ao uso de remédios ineficazes contra a COVID-19; a prescrição de "tratamento precoce" contra a COVID-19; e o veto a trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021 que impedia o contingenciamento de despesas relacionadas ao combate da pandemia.

    "Jair Bolsonaro sempre soube das consequências de suas condutas, mas resolveu correr o risco. O caso é de dolo, dolo eventual, e não culpa", afirmam os procuradores no documento.
    Presidente Jair Bolsonaro, com pacote de remédio a base de hidroxicloroquina na mão, participa da cerimônia de posse do ministro da Saúde, general Eduardo Pauzello, no salão nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF)
    © Folhapress / Edu Andrade/Fatopress
    Presidente Jair Bolsonaro, com pacote de remédio a base de hidroxicloroquina na mão, participa da cerimônia de posse do ministro da Saúde, general Eduardo Pauzello, no salão nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF)

    Nesta sexta-feira (29), o Brasil registrou a maior média móvel de mortes causadas pela COVID-19 desde julho, com um aumento de 12% em relação a 14 dias atrás. Nas últimas 24 horas, o país teve 1.099 novas mortes pela COVID-19 e 58.691 novos casos da doença.

    Tema:
    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)

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    Tags:
    COVID-19, Brasil, Jair Bolsonaro, pandemia, procuradoria-geral, Procuradoria da República, Procuradoria-Geral da república, STF, Supremo Tribunal Federal (STF)
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