01:24 09 Março 2021
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    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)
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    O total, que era de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão, em valores atuais) em 2020, caiu para apenas US$ 93,29 milhões (R$ 501,04 milhões) em 2021. Duas leis garantem o benefício fiscal, mas a definição sobre o valor fica a cargo do Ministério da Economia.

    O governo federal cortou 68,9% da cota de importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica para 2021. O total caiu de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão, em valores atuais) em 2020 para apenas US$ 93,29 milhões (R$ 501,04 milhões), conforme noticiou o jornal Folha de S.Paulo.

    A medida impacta duramente, por exemplo, a atuação do Instituto Butantan e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no combate à pandemia de COVID-19. Os produtos comprados nesta cota, de outros países diretamente para pesquisa científica, são livres de impostos de importação.

    Duas leis de 1990 garantem o benefício fiscal. Mas a definição sobre o valor ocorre ano a ano e fica a cargo do Ministério da Economia.

    Funcionários do Butantan trabalham no combate à COVID-19, em 12 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Funcionários do Butantan trabalham no combate à COVID-19, em 12 de janeiro de 2021

    A alteração da cota, com prejuízos diretos a pesquisas relacionadas ao combate ao novo coronavírus, foi contestada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O órgão já pediu aos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações, ao qual está vinculado, a volta dos valores de 2020.

    Um levantamento do CNPq mostra que o novo montante, em plena pandemia, é o menor da década. Em 2010, a cota era de US$ 600 milhões (R$ 3,25 bilhões). Em 2014, subiu para US$ 700 milhões (R$ 3,79 bilhões). E em 2017 e 2019, por exemplo, o total foi de US$ 300 milhões (R$ 1,62 bilhão), mesmo valor de 2020.

    Tema:
    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)

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    Tags:
    Ministério da Economia do Brasil, Fiocruz, Instituto Butantan, pesquisa, pandemia, COVID-19, governo federal, Jair Bolsonaro
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