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    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)
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    O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta segunda-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro mente ao assumir mérito por liberação de insumos para fabricação das vacinas contra a COVID-19. 

    Por meio do Twitter, Doria afirmou que o processo de negociação com a China para liberação dos IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos), essenciais para a produção da CoronaVac e da vacina de Oxford, tinha sido feito pelo Instituto Butantan e o governo de São Paulo. 

    ​Em outra publicação, Doria disse que os integrantes do governo federal eram "engenheiros de obras prontas". 

    "Sem parasitismo dos negacionistas e oportunistas. Até aqui só atrapalharam nosso trabalho em prol da ciência e da vida. São engenheiros de obra pronta. Vergonha!", escreveu o governador. 

    Mais cedo, por meio das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse que os insumos para a fabricação, no Butantan, da CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac, chegarão "nos próximos dias" ao Brasil. De acordo com o presidente, 5.400 litros do componente estariam prontos para ser enviados ao Brasil. 

    Além disso, também estaria sendo acertada a liberação de mais insumos para a produção da vacina de Oxford, que também depende dos IFAs trazidos da China para ser fabricada pela Fiocruz. 

    O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, respondeu à publicação de Bolsonaro, afirmando que o país asitático estava "junto com o Brasil na luta contra a pandemia". 

    ​Pelo Twitter, João Doria anunciou que se encontrará nesta terça-feira (26) com o embaixador e, em seguida, será anunciada a logística de importação dos insumos para a produção da CoronaVac. 

    A questão da liberação dos insumos por parte da China estava sendo discutida há semanas. Na última terça-feira (19) a Fiocruz disse que, devido ao atraso da chegada dos IFAs, só conseguiria entregar os primeiros lotes da vacina de Oxford em março. 

    Em relação à CoronaVac, a Anvisa aprovou, inicialmente, o uso emergencial de seis milhões de doses. Depois, a agência autorizou a aplicação de mais 4,8 milhões de doses. Além dos dois lotes, o Brasil recebeu uma carga com dois milhões de doses da vacina de Oxford vinda da Índia. 

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    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)

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    Tags:
    João Doria, COVID-19, pandemia, novo coronavírus, China, Jair Bolsonaro, Vacina CoronaVac, vacina
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