01:26 09 Março 2021
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    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)
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    A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniu nesta sexta-feira (22) para decidir sobre o pedido do Instituto Butantan para liberar o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da vacina CoronaVac.

    A aprovação do uso emergencial da vacina CoronaVac foi adotada de forma unânime pela diretoria da Anvisa. A relatora do pedido e diretora do órgão, Meiruze Freitas, afirmou que "mesmo em um cenário de incerteza, uma vacina contra a COVID-19 segura, capaz de prevenir e reduzir mortalidade e morbidade, pode ser autorizada para uso emergencial". 

    "A vacina CoronaVac atende aos critérios necessários de qualidade, segurança e eficácia para o uso emergencial. Da mesma forma, como no estudo anterior, faço uma ressalva a um ponto crítico que requer abordagem complementar quanto ao estudo de imunogenicidade. Dessa forma, está mantido o compromisso pelo Butantan de que até 28 de fevereiro os estudos estejam apresentados para a Anvisa", afirmou a diretora durante o seu voto.

    A Anvisa liberou o primeiro lote de 6 milhões de doses importadas da China no último domingo (17). Esta leva foi de doses que já chegaram prontas no Brasil e começaram a ser distribuídas pelo Ministério da Saúde durante a semana. 

    Desta vez, o pedido do Instituto Butantan foi referente a 4,8 milhões de doses que foram envasadas no Brasil e só estavam aguardando liberação. 

    Os profissionais da saúde do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) recebem primeira dose da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, para o combate à COVID-19
    © Folhapress / Cris Faga
    Os profissionais da saúde do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) recebem primeira dose da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, para o combate à COVID-19

    Já o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, ao final da reunião, observou que "a imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer".

    "Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos. Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar e quando ela estiver ao seu alcance vá e se vacine", completou.

    Tema:
    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)

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    Tags:
    Anvisa, pandemia, vacina, novo coronavírus, COVID-19, Brasil
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