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    Brasil lidando contra COVID-19 no final de janeiro de 2021 (92)
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    O intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos atingiu total de US$ 45,6 bilhões (cerca de R$ 249,9 bilhões) queda de 23,8% em relação a 2019. É o pior resultado desde a crise financeira de 2009.

    Um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter cumprimentado Joe Biden pela eleição nos EUA e mencionado a importância de uma relação "longa e sólida" com os Estados Unidos, o Monitor de Comércio Brasil-EUA apresentou dados nesta quinta-feira (21), divulgados pela AmCham, sobre o intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos.

    Os efeitos negativos provocados pela pandemia de COVID-19 e a queda do preço internacional do petróleo foram os fatores que mais contribuíram para a contração das trocas bilaterais no ano passado. Tanto as exportações quanto as importações sofreram grande impacto em 2020. O fluxo de comércio, que é a soma de exportações com importações, de US$ 45,6 bilhões (cerca de R$ 249,9 bilhões), caiu 23,8% em relação a 2019. Este foi o menor resultado deste a crise financeira de 2009.

    Trator prepara a terra para o plantio de soja na zona rural da cidade de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo
    © Folhapress / Lucas Lacaz Ruiz
    Trator prepara a terra para o plantio de soja na zona rural da cidade de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo

    As vendas brasileiras para os EUA, que somaram US$ 21,5 bilhões (cerca de R$ 115,3 bilhões), caíram 27,8% em um ano. Já as compras de produtos americanos, de US$ 24,1 bilhões (cerca de R$ 129,2 bilhões), tiveram uma queda de 19,8% ante 2019. O Brasil teve um déficit de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,9 bilhões) com os Estados Unidos.

    Segundo dados oficiais dos EUA até novembro de 2020, o Brasil foi o 17º principal parceiro comercial de bens do país, e teve a segunda maior queda nas relações com os norte-americanos (de 22,6%), atrás apenas da França (queda de 26,9%).

    Futuro promissor?

    Apesar dos números tímidos e retraídos, a AmCham diz esperar que 2021 seja um ano melhor que 2020 na relação Brasil-EUA. "O desempenho do comércio bilateral mostrou maior resiliência na crise atual que na anterior. Em 2009, as trocas bilaterais encolheram 55%, mais que o dobro de 2020. Além disso, o comércio já iniciou recuperação gradual, com desaceleração da contração nos últimos trimestres de 2020", diz a entidade.

    Brasil, Anápolis, GO, 19/12/2013. Vista parcial de área do Porto Seco Centro-oeste, em Anápolis (GO)
    ED FERREIRA / AGE / Estadão Conteúdo
    Brasil, Anápolis, GO, 19/12/2013. Vista parcial de área do Porto Seco Centro-oeste, em Anápolis (GO)

    Com o avanço da vacinação contra o coronavírus e a retomada mais forte das atividades econômicas nos EUA, a AmCham estima que as exportações brasileiras para os norte-americanos devem ser impulsionadas ao longo de 2021. As projeções de órgãos internacionais também apontam para um ano mais próspero para a economia. Segundo o Fundo Monetário Internacional, a economia norte-americana deve crescer 3,1% neste ano. Para o comércio internacional, a OMC estima alta de 7,2% em 2021.

    Outra mudança importante em vista é o câmbio. No ano passado, o real foi a moeda que mais se desvalorizou entre os países emergentes (-22,4%). A projeção do Banco Central é que a taxa média de câmbio seja em torno de R$ 5,00, mais apreciada do que a média de 2020 (R$ 5,15).

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    COVID-19, Câmara de Comércio Brasil-EUA, comércio exterior, comércio mundial, livre comércio, comércio, exportação, EUA, Brasil
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