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    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)
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    Ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski determinou nesta quarta-feira (20) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preste informações sobre a análise de um pedido de uso emergencial da vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia.

    Ricardo Lewandowski disse que o STF vai utilizar as informações que forem repassadas pela agência brasileira para decidir sobre um pedido do governo da Bahia, escreve o portal G1.

    O estado da Bahia requereu ao STF a autorização para importar e distribuir vacinas que já tenham o aval de autoridades sanitárias estrangeiras e a certificação da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), mesmo sem a liberação da Anvisa.

    "Considerada a afirmação do autor [governo da Bahia], feita na petição inicial, de que já foi requerida a autorização temporária para uso emergencial da vacina Sputnik V, informe, preliminarmente, a Anvisa, no prazo de até 72 (setenta e duas) horas, se confirma tal afirmação e, em caso positivo, esclareça qual o estágio em que se encontra a aprovação do referido imunizante, bem assim eventuais pendências a serem cumpridas pelo interessado", escreveu o ministro.

    A Sputnik V foi aprovada para uso emergencial em países como Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai. No Brasil, a farmacêutica União Química, que pretende produzir a vacina russa para a demanda interna e outros países da América Latina, entrou com pedido para uso emergencial de 10 milhões de doses que viriam direto da Rússia.

    • Vacinação contra COVID-19 na Argentina com a vacina russa Sputnik V
      Vacinação contra COVID-19 na Argentina com a vacina russa Sputnik V
      © REUTERS / Agustin Marcarian
    • Agentes da Saúde são vacinados com a vacina russa contra COVID-19, Sputnik V, em Buenos Aires, Argentina, 29 de dezembro de 2020
      Agentes da Saúde são vacinados com a vacina russa contra COVID-19, Sputnik V, em Buenos Aires, Argentina, 29 de dezembro de 2020
      © Sputnik / Presidência da Argentina
    • Doses da vacina Sputnik V contra coronavírus (COVID-19) são carregados em avião da Aerolineas Argentinas em aeroporto em Moscou
      Doses da vacina Sputnik V contra coronavírus (COVID-19) são carregados em avião da Aerolineas Argentinas em aeroporto em Moscou
    • Agente da saúde da cidade de Minsk, Bielorrússia, vacinando voluntários com a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19
      Vacinação de voluntários com a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19 na Bielorrússia
      © Sputnik
    • Hungria é o primeiro país da União Europeia a receber doses da Sputnik V. O ministro húngaro das Relações Exteriores comemorou a chegada da vacina russa no Facebook, nesta quinta-feira, 19 de novembro.
      Hungria é o primeiro país da União Europeia a receber doses da Sputnik V
    • Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebe o primeiro lote da vacina Sputnik V
      Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebe o primeiro lote da vacina Sputnik V
      © Foto / Assessoria de imprensa do Fundo Russo de Investimentos Diretos
    • Vacina Sputnik V sendo testada no Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya
      Vacina Sputnik V sendo testada no Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya
      © Sputnik / Vladimir Pesnya
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    © REUTERS / Agustin Marcarian
    Vacinação contra COVID-19 na Argentina com a vacina russa Sputnik V

    A Anvisa diz que recusou a solicitação, alegando que apenas vacinas com estudos clínicos em andamento no Brasil podem ter essa autorização. O Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI) reagiu à essa posição e afirmou que a informação sobre a recusa do Brasil de registrar o uso emergencial da vacina Sputnik V não é verdadeira.

    "Gostaríamos de esclarecer que a Anvisa solicitou informações adicionais sobre a vacina Sputnik V, que serão disponibilizadas em breve. Esta solicitação dos reguladores é um procedimento habitual e não significa que o registro tenha sido recusado", diz o RFPI.

    O governo da Bahia questiona as regras previstas em lei que tratam dos procedimentos para a autorização de uso emergencial dos imunizantes e prevê liberação de vacinas que tenham aprovação de autoridades sanitárias dos Estados Unidos e da Europa. O governo da Bahia assinou em agosto de 2020 um acordo com o RFPI, que administra o desenvolvimento da vacina, para o fornecimento de 50 milhões de doses.

    Tema:
    COVID-19 no Brasil em meados de janeiro de 2021 (97)

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    Tags:
    Bahia, Ricardo Lewandowski, Sputnik V, vacinação, STF, Anvisa, Rússia, COVID-19
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