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    Brasil luta contra COVID-19 no final de dezembro (60)
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    Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux determinou nesta segunda-feira (28) a exoneração do secretário de serviços integrados de saúde da Corte, Marco Polo Dias Freitas.

    Segundo informações do jornal O Globo, ao tomar a decisão, o ministro Luiz Fux disse que, sem o seu conhecimento, o secretário solicitou à Fiocruz uma espécie de reserva de sete mil vacinas contra a COVID-19, furando a fila de prioridades da vacinação. "Sempre fui contra privilégios", afirmou Fux ao anunciar a decisão.

    Curiosamente, Luiz Fux havia defendido o STF, no dia 23 de dezembro, pela tentativa de furar a fila de vacinação no Brasil. No dia 30 de novembro, o órgão pediu à Fiocruz que reservasse sete mil doses para imunizar ministros e servidores. O documento foi assinado pelo diretor-geral do Supremo, Edmundo Veras dos Santos Filho.

    O ofício justifica o pedido de reserva de imunizantes para o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) alegando que os servidores desempenham "papel fundamental no país", e que muitos deles fazem parte dos chamados grupos de risco.

    "Tal ação tem dois objetivos principais. O primeiro é a imunização do maior número possível de trabalhadores de ambas as casas, que desempenham papel fundamental no país e têm entre suas autoridades e colaboradores uma parcela considerável de pessoas classificadas em grupos de risco", diz um trecho do documento.

    Manifestantes protestam, em terminal rodoviário de Brasília, contra demora para início da vacinação contra a COVID-19 no Brasil, em 23 de dezembro de 2020
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Manifestantes protestam, em terminal rodoviário de Brasília, contra demora para início da vacinação contra a COVID-19 no Brasil, em 23 de dezembro de 2020
    Na época, questionado a respeito do pedido, Fux disse não ver nada de errado na "carteirada". "Temos que nos preocupar para não pararmos as instituições fundamentais do Estado", justificou.

    O ministro ainda complementou dizendo que o tribunal fez o pedido "de forma delicada, ética". A Fiocruz, por sua vez, respondeu que destinaria suas vacinas ao Ministério da Saúde, sem atender a "qualquer demanda específica".

    A posse de Fux

    Para quem não lembra, a posse de Luiz Fux para presidência do STF foi polêmica. Durante a pandemia da COVID-19 no Brasil, o ministro promoveu um evento na contramão das recomendações sanitárias, uma cerimônia presencial seguida de um coquetel. A festa deixou ao menos dez autoridades infectadas. Além do homenageado, contraíram o vírus o presidente da Câmara e o procurador-geral da República.

    A presidente do Tribunal Superior do Trabalho, que entrou na lista dos contaminados, precisou ser transferida para um hospital em São Paulo. Passou 16 dias internada e teve que receber oxigênio por um cateter.

    O ministro Luiz Fux. Sessão solene de Abertura dos Trabalhos do Judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal).
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    O ministro Luiz Fux. Sessão solene de Abertura dos Trabalhos do Judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal).
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    Brasil luta contra COVID-19 no final de dezembro (60)

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    Tags:
    Fiocruz, vacinação, exonerar, exoneração, servidores, 1ª Turma do STF, STF, Brasil, COVID-19
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