08:50 21 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 13
    Nos siga no

    A área desmatada da Floresta Amazônica no mês de novembro foi de 484 km² - uma extensão que corresponde ao tamanho do município de Porto Alegre. Trata-se de um número 23% maior que os 393 km² desmatados em novembro de 2019.

    Este é o maior desmatamento na Amazônia detectado no mês de novembro dos últimos dez anos. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (17) pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

    Quase metade (48%) do desmatamento detectado em novembro de 2020 na Floresta ocorreu no estado do Pará. As outras parcelas ocorreram em Mato Grosso (19%), Rondônia (10%), Maranhão (9%), Amazonas (8%), Acre (3%), Roraima (2%) e Amapá (1%).

    O boletim aponta ainda que a maior parte (61%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas. O restante foi registrado em áreas de assentamentos (22%), em unidades de conservação (11%) e em terras indígenas (6%).

    Queimada na Amazônia perto da BR-163 no Pará
    © AP Photo / Leo Correa
    Queimada na Amazônia perto da BR-163 no Pará

    O aumento da agressão à Amazônia é ainda mais acentuado quando considerada a área degradada da floresta. Foram 1.206 km² de Floresta Amazônica degradados em novembro de 2020, o que representa um aumento de 144% em relação a novembro do ano passado, quando a degradação foi de 495 km².

    A diferença entre desmatamento e degradação, segundo o Imazon, está no grau de remoção da cobertura florestal original, bem como no uso que é feito da área que era ocupada pela floresta. Enquanto o desmatamento remove a floresta e converte a área para outros fins (como pastagens, mineração e urbanização), a degradação diz respeito a uma remoção parcial e temporária da cobertura florestal, como para abertura de estradas.

    Militares participam no Pará de treinamento contra incêndios na Amazônia
    © Folhapress / Lilo Clareto
    Militares participam no Pará de treinamento contra incêndios na Amazônia

    No dia 30 de novembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou que o desmatamento da Amazônia apresentou uma alta de 9,5% no último ano. No entanto, levando-se em conta a média dos dez anos anteriores à posse de Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu 70%, segundo o Observatório do Clima.

    Ao comentar estes números, o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, minimizou o aumento do desmatamento da Amazônia e disse que a porcentagem "podia ser pior ainda".

    Mais:

    Agenda ambiental pode ser obstáculo entre Biden e Bolsonaro em relação à OCDE, diz especialista
    Com revisão da meta ambiental, Brasil mascara aumento na quantidade de poluentes, diz analista
    Ambientalista: declaração de Salles sobre meta de emissão de carbono foi 'insuficiente e imoral'
    Fundo Amazônia: 'Maior desafio é recompor a imagem do Brasil na Noruega', diz analista
    Tags:
    Amazônia, Floresta Amazônica, desmatamento, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar