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    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)
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    Vice-presidente acredita que o Ministério da Saúde não tem condições de apresentar nos próximos dias as datas para a vacinação nacional contra a COVID-19.

    O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (14) que o debate em torno do início da vacinação nacional contra a COVID-19 está "precipitado" e "polarizado".

    A declaração foi feita a jornalistas, no Palácio do Planalto, em Brasília. Quando perguntado se o Ministério da Saúde tem condições de apresentar o plano de vacinação nos próximos dias, conforme estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Mourão disse que acha que não.

    "Acho que não [é possível apresentar]. A data é o dia D. Vamos fazer um exercício mental. Eu tenho que colocar a vacina em todo o território nacional. Não é só a vacina. Eu tenho que colocar seringa. Eu tenho que ter pessoal especializado distribuído, bonitinho, em todo o território. Quando você tiver com condições com tudo isso, está bom, o dia D vai ser dia 10 de março, vamos dizer assim. Acho que está precipitado. Mais uma vez está muito polarizado isso aí", declarou o vice-presidente, segundo o jornal O Globo.

    Na último sábado (12), o governo federal entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano nacional de vacinação. O documento lista 13 vacinas candidatas e prevê a compra de 108,3 milhões de doses de vacina para imunizar mais de 51 milhões de pessoas. No entanto, não estabelece datas de início e fim da imunização nacional.

    Diante da indefinição, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou, neste domingo (13), que o Ministério da Saúde tem até 48 horas para apresentar as datas de início e término da vacinação nacional contra a COVID-19.

    O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já mencionou três datas diferentes para o início da vacinação. O primeiro esboço do plano nacional de vacinação previa o início em março. Em reunião com governadores no dia 8 de dezembro, Pazuello disse que a vacinação contra a COVID-19 começaria em fevereiro. Um dia depois, o ministro afirmou que a vacinação no Brasil poderia começar em dezembro ou janeiro.

    Em Brasília, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (à esquerda), e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (à direita), participam de cerimônia no salão nobre do Palácio do Planalto, em 14 de outubro de 2020
    © Folhapress / Edu Andrade
    Em Brasília, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (à esquerda), e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (à direita), participam de cerimônia no salão nobre do Palácio do Planalto, em 14 de outubro de 2020
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    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)

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    Tags:
    novo coronavírus, pandemia, vacina, COVID-19, Brasil, Antonio Hamilton Mourão
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