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    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)
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    Neste sábado (12), o Instituto Datafolha divulgou pesquisa mostrando que cresceu o número de brasileiros que dizem não querer vacina contra a COVID-19.

    Segundo os dados publicados pelo jornal Folha de São Paulo, 22% dos entrevistados afirmam que não pretendem tomar a vacina. A maioria, 73%, diz que participará da imunização. Outros 5% afirmam que não sabem.

    A parcela de pessoas que dizem que não vão participar da imunização aumentou. Em pesquisa anterior, realizada em agosto deste ano, foram 9% dos entrevistados que disseram que não vão se vacinar, enquanto 89% disseram que sim. Ainda segundo o Datafolha, 56% dos brasileiros dizem que a vacina deve ser obrigatória, enquanto 43% são contra a ideia.

    A pesquisa, que entrevistou 2.106 pessoas entre 8 e 10 de dezembro, aponta ainda uma possível relação da resposta sobre a vacinação com o apoio ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido).

    Simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro fazem manifestação contra a vacina chinesa (CoronaVac), adquirida pelo Governo do Estado de São Paulo, na Av. Paulista, região central de São Paulo
    © Folhapress / Paulo Guereta/Photo Premium
    Simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro fazem manifestação contra a vacina chinesa (CoronaVac), adquirida pelo Governo do Estado de São Paulo, na Av. Paulista, região central de São Paulo

    Segundo o Datafolha, entre os que dizem que nunca confiam no presidente, 81% afirmam que tomarão a vacina e 16% se negam a tomar o imunizante. Já entre os que afirmam que sempre confiam no presidente, 62% dizem que tomarão a vacina e 33% apontam que não querem a imunização. Entre os que apontam que às vezes confiam em Bolsonaro, 72% dizem que tomarão a vacina e 23% dizem que não.

    O Datafolha também perguntou aos entrevistados quais vacinas tomariam, perguntando por país de origem do imunizante. A pesquisa aponta que 74% disseram que tomariam uma vacina dos Estados Unidos, enquanto 23% dizem que não tomariam. No caso do Reino Unido, 70% tomariam e 26% não tomariam. No caso de uma vacina da Rússia, 60% apontam que tomariam e 36% dizem que não. Já em relação a um imunizante da China, 47% dizem que tomariam e 50% dizem que não - único país a mostrar maioria de rejeição.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 8 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 8 de dezembro de 2020

    A pesquisa foi realizada em meio a um embate político em torno do imunizante CoronaVac, desenvolvido em parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, de São Paulo. A vacina é criticada por apoiadores de Bolsonaro, enquanto, de outro lado, é defendida pelo governador paulista, João Doria (PSDB), que já anunciou a data de 25 de janeiro para o início da vacinação no estado.

    Governador de São Paulo João Doria, diretor do Instituto Butantan Dimas Covas e o secretário da Saúde do estado Jean Gorinchteyn recebem o lote de 600 litros de insumos para a fabricação da vacina Coronavac no aeroporto de Guarulhos
    © REUTERS / Leonardo Benassatto
    Governador de São Paulo João Doria, diretor do Instituto Butantan Dimas Covas e o secretário da Saúde do estado Jean Gorinchteyn recebem o lote de 600 litros de insumos para a fabricação da vacina Coronavac no aeroporto de Guarulhos

    O Datafolha mostrou que há mais confiança na CoronaVac entre pessoas com ensino superior e também entre cidadãos com renda maior que dez salários mínimos. Apesar disso, entre as pessoas com ensino superior, a vacina chinesa é a que tem menos confiança dos entrevistados.

    Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil acumula mais de 6,8 milhões de casos confirmados de COVID-19, com 180.437 mortes causadas pela doença. Em números absolutos, o Brasil é o segundo país em mortes e o terceiro em casos confirmados. Nos dois casos, o ranking mundial é liderado pelos EUA, que têm mais de 15,8 milhões de casos e quase 296 mil mortes por COVID-19.

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    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)

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    Tags:
    COVID-19, Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, Vacina CoronaVac, João Doria, Jair Bolsonaro, Brasil
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