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    COVID-19 e Brasil em meados de dezembro (59)
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    Ministro da Economia informou que o dinheiro pode ser liberado ainda este ano. E que imunização da população vai garantir a retomada sustentável do crescimento em 2021.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (11) que uma campanha de vacinação em massa contra a COVID-19 deve custar R$ 20 bilhões ao governo federal, informou o jornal Folha de São Paulo.

    Membros do Ministério da Economia têm conversado com o Ministério da Saúde sobre possíveis planos para a compra dos imunizantes. O custo da operação varia de acordo com o tipo da vacina escolhida.

    "Se formos partir agora para uma campanha de vacinação em massa, devem ser mais ou menos R$ 20 bilhões", afirmou o ministro em audiência na comissão do Congresso que acompanha as ações do governo no enfrentamento à pandemia.

    Segundo interlocutores no governo, os recursos necessários devem ser liberados em breve por uma medida provisória.

    Na audiência, Guedes sinalizou que a verba pode ser autorizada ainda neste ano. Ao explicar os gastos do governo em 2020, o ministro disse que já foram disponibilizados cerca de R$ 600 bilhões em medidas de enfrentamento da pandemia e que esse valor poderia ser de R$ 620 bilhões com a verba da vacina.

    No início da pandemia, foram aprovados o chamado "Orçamento de Guerra" e o decreto de calamidade pública. As medidas possibilitam o enfrentamento dos efeitos da COVID-19 na saúde e na economia com elevação de gastos sem descumprir regras fiscais. Essas ações perdem a validade em 31 de dezembro deste ano quando o orçamento voltará a ter restrições.

    "A vacinação em massa é algo que garantiria inclusive essa retomada sustentável do crescimento no ano que vem. Sabemos que o distanciamento social atingiu fortemente o setor de serviços e é o setor que está com mais dificuldade de voltar", disse Guedes. "Se existe essa vacina, temos que buscar onde estiver. E não vai ser por falta de recursos que vamos deixar de cumprir essa obrigação".

    O ministro também indicou que o valor mencionado diz respeito apenas à compra das vacinas e não ao custo total da operação, o que incluiria outros insumos e a logística.

    Segundo ele, o valor de cada dose é estimado em US$ 10 (R$ 50,60). Para imunizar 200 milhões de brasileiros com duas doses, seriam necessários US$ 4 bilhões, o que corresponde a aproximadamente R$ 20 bilhões.

    O valor citado por Guedes é mais de dez vezes maior do que o liberado para a compra da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. Para 100 milhões de doses, o governo vai desembolsar R$ 1,9 bilhão.

    O contrato foi firmado para produção e distribuição do imunizante em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Congresso aprovou a liberação dos recursos, também autorizados por medida provisória na semana passada.

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    Tags:
    Ministério da Saúde, Ministério da Economia do Brasil, Medida Provisória, Congresso, Paulo Guedes, COVID-19
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