00:13 17 Janeiro 2021
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    O Ministério Público Federal no Paraná ajuizou ação civil de improbidade administrativa contra a empresa dinamarquesa Maersk. Promotores sustentam que foram feitos pagamentos indevidos ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

    Promotores federais no Brasil entraram nesta sexta-feira (11) com uma ação civil contra a empresa de navegação dinamarquesa Maersk.

    A acusação se refere a um suposto episódio de corrupção envolvendo contratos de transporte com a Petrobras. A empresa disse que a investigação está em andamento e que não fará mais comentários sobre o caso. O processo civil faz parte das investigações de corrupção promovidas pela Operação Lava Jato.

    Segundo informações da Reuters, a ação exige o congelamento de cerca de R$ 1 bilhão em ativos para garantir que os fundos estejam disponíveis para pagar os danos resultantes do suposto esquema.

    Um cargueiro da Maersk.
    Ingo Wagner / DPA
    Um cargueiro da Maersk.
    Os promotores disseram que havia evidências de pagamentos de suborno a funcionários da Petrobras em troca de informações privilegiadas que permitiram à Maersk garantir contratos de transporte entre 2006 e 2014. Alguns ex-funcionários da Petrobras também foram incluídos no processo.

    "Levamos essas alegações muito a sério e continuamos comprometidos em cooperar com as autoridades durante a investigação, bem como em conduzir nossos negócios em conformidade com as leis anticorrupção em todos os locais de operação", disse Maersk em um comunicado por e-mail.

    Na semana passada, os promotores tomaram uma ação semelhante contra o comerciante de petróleo Trafigura por supostamente subornar funcionários da Petrobras para garantir o embarque de combustível.

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    Tags:
    processo, Dinamarca, empresa, promotores, corrupção, Lava Jato
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