06:56 28 Fevereiro 2021
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 110
    Nos siga no

    O Ministério das Comunicações anunciou nesta quinta-feira (10) o início da implantação de um cabo de fibra ótica de alta velocidade ligando o Brasil e a Europa. O processo será realizado pela empresa EllaLink. O investimento previsto é de R$ 1 bilhão.

    Está programado para a próxima segunda-feira (14) o lançamento do cabo submarino de fibra ótica que, segundo o governo federal, irá revolucionar a comunicação entre Brasil e Europa.

    O cabo de alta capacidade ligará Fortaleza, no Ceará, a Sines, em Portugal, com previsão de expansão para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África. A estimativa é de que o projeto esteja concluído até meados de 2021.

    Segundo o ministro Fábio Faria, já existe um cabo ligando o Brasil à Europa, mas sua capacidade de transferência de dados é menor. Segundo técnicos, ele está no fim de sua vida útil. As informações foram confirmadas pelo site do governo federal.

    ​"Nós temos hoje um cabo que já que faz essa conexão, entre Brasil e Europa, e que passa pelos Estados Unidos, mas que já tem quase 20 anos. Nós sabemos que a vida útil de um cabo de fibra ótica que faz esse tipo de tráfego tem uma durabilidade em torno de 25 anos", explicou.

    Atualmente, toda a informação que o Brasil envia para a Europa passa primeiro para os Estados Unidos, e de lá segue para data centers europeus. Esse percurso leva o dobro de tempo do que é necessário para fazer a conexão direta entre as duas regiões.

    Em Brasília, o ministro da Casa Civil, general Braga Netto (à esquerda), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (centro), e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, participam de cerimônia com representantes da OCDE no Palácio do Itamaraty, em 26 de outubro de 2020
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Em Brasília, o ministro da Casa Civil, general Braga Netto (à esquerda), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (centro), e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, participam de cerimônia com representantes da OCDE no Palácio do Itamaraty, em 26 de outubro de 2020
    A redução da latência ajuda, por exemplo, aplicações de computação em nuvem, Internet banking, reprodução de vídeos e jogos eletrônicos. O consultor da EllaLink, Marcelo Rehder, disse que o cabo já existente tem capacidade de dez gigabytes de transmissão. O novo terá 72 terabytes.

    "São quatro cabos de fibra ótica com capacidade de 18 terabytes. Então, vai nos ajudar nesse aumento do fluxo de dados que a gente espera com a chegada 5G", detalhou.

    A rede foi projetada para atender às crescentes necessidades do mercado latino-americano, fornecendo conectividade contínua de alta velocidade, o que resulta em melhorias em todas as plataformas de telecomunicações. Espera-se que o serviço traga benefícios para os negócios digitais, além de atrair investimentos, uma vez com a infraestrutura pronta e em funcionamento.

    Marcelo Rehder ainda informou que o tráfego de informações por meio de cabos é mais barato e mais rápido. "Se você pegar um satélite, até mesmo o da Telebras, temos uma capacidade de 64 GB. O cabo tem mil vezes mais capacidade e pelo custo da metade de um satélite".

    Exército utilizará cabos de fibra ótica subfluviais para conectar cidades ribeirinhas do interior da Amazônia
    Amazônia Conectada/ Exército Brasileiro
    Exército utilizará cabos de fibra ótica subfluviais para conectar cidades ribeirinhas do interior da Amazônia

    Mais:

    Analista questiona benefícios de aproximação ideológica de Brasil com EUA sobre rede 5G
    5G em pauta: Anatel diz que espera leilão no fim do 1º semestre de 2021
    China manifesta 'repúdio' e chama de 'totalmente inaceitável' postagem de Eduardo Bolsonaro sobre 5G
    Instalação de equipamentos 5G da Huawei será proibida no Reino Unido a partir de setembro de 2021
    Tags:
    Portugal, tecnologia 5G, tecnologia, Europa, Brasil, Fábio Faria, Ministério das Comunicações, fibra ótica
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar