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    O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu nesta terça-feira (8) a permanência de Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o presidente Jair Bolsonaro em 2018, na penitenciária federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

    Aras argumenta que a "periculosidade" e a garantia da segurança e da integridade física de Adélio Bispo são "patentes e incompatíveis com a frágil condição de segurança dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico".

    A Justiça de Minas Gerais concluiu que Adélio tem Transtorno Delirante Persistente e a Defensoria Pública da União (DPU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele seja transferido para um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. As informações foram publicadas pelo portal G1.

    Em Juiz de Fora, Minas Gerais, Adélio Bispo é detido por policiais após esfaquear o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018.
    © Folhapress / Guilherme Leite
    Em Juiz de Fora, Minas Gerais, Adélio Bispo é detido por policiais após esfaquear o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, em 6 de setembro de 2018.

    A manifestação de Aras foi enviada ao STF e o procurador-geral disse que o "Hospital Psiquiátrico Judiciário Jorge Vaz, único estabelecimento da espécie no Estado de Minas Gerais, não dispõe de vaga, existindo uma longa fila de espera de 427 custodiados cadastrados".

    Adélio cumpre medida de segurança de internação por prazo indeterminado no presídio federal desde setembro de 2018.

    Em dois inquéritos as autoridades atribuíram transtornos mentais a Adélio Bispo e apontaram que o autor da facada contra Bolsonaro agiu sozinho e que a motivação teria sido "indubitavelmente política".

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    Tags:
    ataque, Augusto Aras, Procuradoria Geral da República (PGR), facada, Jair Bolsonaro, Adélio Bispo, Brasil
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