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    Segundo o IBGE, os preços de alimentos e de combustíveis continuam a pressionar indicador que subiu em relação a outubro. Os destaques foram arroz, batata, tomate, carnes e tomate.

    A inflação registrou alta de 0,89% em novembro em relação ao mês anterior, informou nesta terça-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pressionada pela alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis, ela ficou acima da registrada em outubro (0,86%).

    Esse é o pior resultado para um mês de novembro desde 2015 quando o indicador foi de 1,01%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    No acumulado do ano, a inflação está em 3,13%. Em 12 meses, em 4,31%, ou seja, acima do centro da meta estipulada para 2020, de 4%.

    A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo podendo ficar entre 2,5% e 5,5%.

    Segundo Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE, o cenário de novembro é parecido com o que tem sido visto nos últimos meses em que o grupo de alimentos e bebidas continua influenciando o resultado.

    "Dentro desse grupo, os componentes que mais têm pressionado são as carnes que nesse mês tiveram uma alta de mais de 6%, a batata-inglesa, que subiu quase 30%, e o tomate, com alta de 18,45%", afirmou.

    Outros alimentos subindo

    Mais uma vez, produtos importantes na cesta das famílias tiveram alta como o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%). A variação no grupo de alimentos e bebidas foi de 2,54%. A cerveja  também subiu (1,33%), assim como os refrigerantes e a água mineral (1,05%).

    A partir de outubro, quando o IBGE passou a fazer o cálculo com base na nova Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), os alimentos retomaram a liderança como componente do índice de inflação que tinha sido perdido para os transportes no início do ano.

    Combustíveis

    O grupo de transportes, com alta de 1,33%, foi a segunda maior influência no índice de novembro. A inflação foi causada pelo aumento no preço da gasolina (1,64%).

    "É a sexta alta consecutiva da gasolina e, além disso, tivemos a alta de 9,23% do etanol e de outros componentes que têm bastante peso dentro dos transportes, como é o caso dos automóveis tanto novos quanto usados", diz o pesquisador, ressaltando também as altas de seguro voluntário de veículos e transporte por aplicativo. 

    De acordo com o IBGE, os grupos de alimentos e bebidas e transportes representaram 89% da alta do IPCA de novembro.

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    Tags:
    preços de combustíveis, alimentos, inflação, IPCA, Conselho Monetário Nacional, IBGE
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