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    Nesta quinta-feira (3), a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia brasileiro afirmou que o resultado do PIB no terceiro trimestre indica que o "escudo de políticas sociais" da pandemia deve ser "desarmado".

    Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 7,7% no terceiro trimestre de 2020.

    Apesar do resultado positivo, a recuperação ainda não é o suficiente para reverter o recuo da economia no ano, que acumula queda de 5%, segundo o IBGE. Apenas no segundo trimestre do ano houve queda de 9,6%.

    Diante dos dados, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia publicou uma nota comentando o resultado do PIB e indicando que não serão necessários auxílios governamentais ao longo do ano que vem. A nota tem tom positivo e afirma que o resultado confirma a "retomada em 'V' da atividade" econômica no Brasil.

    "A forte recuperação da atividade, do emprego formal e do crédito neste semestre pavimentam o caminho para que a economia brasileira continue avançando no primeiro semestre de 2021 sem a necessidade de auxílios governamentais. É importante frisar que a retomada da atividade e do emprego, que ocorreu nos últimos meses, compensará a redução dos auxílios", diz a nota publicada pelo órgão.

    Segundo os dados mais recentes do IBGE, o desemprego no Brasil está em patamar recorde e atinge 14,6% dos trabalhadores, ou 14,1 milhões de brasileiros. Mais de 1,3 milhão de brasileiros entraram na fila do desemprego entre o segundo e o terceiro trimestre e a taxa subiu em dez estados.

    Desemprego. Pessoa segura carteira de trabalho.
    © Foto / Edson Lopes Jr./ Fotos Públicas
    Desemprego. Pessoa segura carteira de trabalho.

    A nota da secretaria defende ainda reformas estruturais como o caminho para o crescimento da economia e afirma que o "escudo" das políticas sociais deve ser "desarmado".

    "O escudo de políticas sociais criado para amenizar o sofrimento econômico e social causados pela pandemia deve ser desarmado, dando espaço para a agenda de reformas estruturais e consolidação fiscal – único meio para que a recuperação se mantenha pujante", aponta o texto da publicação.

    O auxílio emergencial de R$ 600,00 concedido ao longo da pandemia no Brasil teve seu valor reduzido pela metade em setembro e foi estendido até dezembro. Nos meses anteriores, a equipe econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a formular dois planos para suplantar o auxílio através de mudanças no Bolsa Família, mas nenhum deles foi adiante.

    A expectativa atual apontada no relatório de mercado do Banco Central, o FOCUS, é de que o PIB brasileiro recue 4,5% no final de 2020.

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    Tags:
    COVID-19, Ministério da Economia do Brasil, Boletim Focus, Banco Central, IBGE
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