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    A área devastada no período analisado equivale a mais de sete vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

    O desmatamento da Amazônia apresentou uma alta de 9,5% no último ano e voltou a atingir a maior taxa desde 2008, escreve o Estado de São Paulo nesta segunda-feira (30).

    A estimativa divulgada pelo Prodes – que pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - aponta que entre agosto do ano passado e julho deste ano, a devastação da floresta atingiu 11.088 km², ante 10.129 km² registrados nos 12 meses anteriores.

    ​O número causou surpresa, pois havia uma estimativa de alta de mais de 30%, como foi indicado por outro sistema do INPE, o Deter. A elevação observada entre agosto de 2018 e julho de 2019, ante os 12 meses anteriores, já tinha sido de 34,4%.

    O corte raso registrado na Amazônia Legal desde o início da gestão Bolsonaro interrompe uma sequência de dez anos em que o desmatamento ficou abaixo de 10 mil km². Com essa taxa, o Brasil deixou de cumprir a principal meta da Política Nacional de Mudanças Climáticas, de 2010, que estabelecia que o desmatamento neste ano seria de no máximo 3,9 mil km².

    Até meados da década passada, parecia que a meta seria cumprida. Em 2012, o desmatamento da Amazônia chegou ao menor valor do registro histórico: 4.571 km². Resultado foi obtido após a implementação de uma política nacional de combate ao desmatamento que derrubou a taxa em 83% ao longo de oito anos.​

    As altas seguidas também colocam em xeque outra meta brasileira. Assumida junto ao Acordo de Paris, em 2015, o Brasil fez a promessa de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

    Após o anúncio, Mourão concedeu a coletiva ao lado de Pontes. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não participou do evento.

    O vice-presidente não negou os dados. "Não fugimos do que é nossa realidade, do que são os números reais. Não podemos fugir disso aí e temos de melhorar isso aí", afirmou.

    O desmatamento observado ao longo de um ano teve a maior contribuição vinda do Pará. Apenas este estado respondeu por 46,8% de tudo o que foi devastado.

    Queimada na Amazônia perto da BR-163 no Pará
    © AP Photo / Leo Correa
    Queimada na Amazônia perto da BR-163 no Pará

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    Tags:
    General Mourão, Jair Bolsonaro, desmatamento, Amazônia
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