08:52 28 Novembro 2020
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    Afastamento foi determinado ontem (19), após ação popular movida pelo senador Randolfe Rodrigues. Na ocasião, juiz considerou que houve "atuação negligente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS)".

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu uma nota lamentando a decisão do juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva, do Amapá, que afastou por 30 dias a diretoria da Aneel e do ONS por causa do apagão que atingiu o Amapá em 3 de novembro.

    A íntegra do documento foi publicada pelo Portal 360. A OAB sustenta que a decisão "torna o setor elétrico acéfalo".

    "Neste momento a manutenção Diretoria da Aneel é fundamental para resolução de um problema conjuntural. É ela que detém constitucionalmente legitimidade para reestabelecer a normalidade do fornecimento de energia, identificar as problemáticas e punir os responsáveis", afirma o documento.

    "Com todo respeito que temos ao Poder Judiciário, é importante compreender que o referido afastamento torna o setor elétrico acéfalo. As agências reguladoras são grandes conquistas, fruto de uma reforma administrativa criteriosa, que tem a função de isolar de pressões políticas o funcionamento de áreas estruturantes para o estado", diz o comunicado.

    Moradores da capital do Amapá, em Macapá, fazem protestos na noite desta quarta-feira, 18 de noevembro de 2020, durante apagão que afetou o Estado.
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    A OAB também alertou sobre a possibilidade da decisão do juiz criar uma insegurança jurídica no país.

    "Utilizar de previsão do poder geral de cautela para afastar diretores de autarquia, sabatinados pelo Senado e com a legislação de regência prevendo as hipóteses de afastamento, é provocar uma verdadeira ruptura à segurança jurídica", afirma a nota.

    O afastamento em ambas entidades foi determinado ontem (19), depois de uma ação popular apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues.

    ​Ao considerar que houve "atuação negligente da Aneel e do ONS", o juiz citou a necessidade de conserto de um transformador na subestação de Macapá, que não foi resolvido apesar dos pareceres técnicos que alertavam para o iminente problema.

    O transformador está em manutenção desde dezembro de 2019. O equipamento não pode ser utilizado justamente quando outros dois apresentaram problemas após terem sido danificados no incêndio do dia 3 de novembro.

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    Tags:
    apagão, justiça, insegurança, Comissão de Direito Constitucional da OAB-RJ, OAB, Aneel, Amapá
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