00:53 24 Novembro 2020
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    Corregedora-geral do Ministério Público Federal determinou nesta quarta-feira (18) que a Lava Jato de Curitiba forneça cópias de todos os dados que a força-tarefa alega serem sigilosos. 

    Em agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin tinha revogado decisão liminar concedida pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, obrigando as forças-tarefas da Lava Jato a liberarem acesso de seu banco de dados para a Procuradoria-Geral da República. 

    O sigilo de parte do material da Lava Jato provocou crise entre o procurador-geral, Augusto Aras, e membros da operação. 

    A decisão desta quarta-feira (18) foi tomada pela corregedora Elizeta de Paiva Ramos. Segundo o pedido, o objetivo é apurar a existência de supostas irregularidades no material.

    'Sob sigilo absoluto'

    Elizeta argumentou que a decisão anterior de Fachin não interfere nas atribuições da Corregedoria para inspecionar o acervo da Lava Jato de Curitiba, por isso sua determinação não é irregular. 

    Segundo ela, a base de dados ficará acessível apenas à Corregedoria e mantida "sob sigilo absoluto", segundo publicado pelo jornal O Globo. A determinação vale apenas para a força-tarefa de Curitiba. 

    Os procuradores que atuam na operação não teriam manifestado objeção ao acesso de dados. A Corregedoria tem como função investigar irregularidades envolvendo procuradores e a ordem não pode ser descumprida. Por outro lado, Aras não teria autorização para acessar o material.

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    Tags:
    Curitiba, operação, Augusto Aras, PGR, Lava Jato
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