08:20 28 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 44
    Nos siga no

    O Ministério da Defesa disse neste sábado (14) que o presidente Jair Bolsonaro demonstra "apreço pelas Forças Armadas" e que esse sentimento "tem sido correspondido". 

    "O presidente da República, como comandante supremo, tem demonstrado, por meio de decisões, declarações e presença junto às tropas, apreço pelas Forças Armadas, ao que tem sido correspondido", disse a pasta. 

    Além disso, o ministério afirmou, por meio de nota, que o "único representante político das Forças Armadas" é o ministro da Defesa, cargo ocupado atualmente por Fernando Azevedo e Silva. 

    O comunicado diz ainda que os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica só se manifestam para tratar de "termos institucionais".

    "O único representante político das Forças Armadas, como integrante do governo, é o ministro da Defesa; os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, quando se manifestam, sempre falam em termos institucionais, sobre as atividades e as necessidades de preparo e emprego das suas Forças, que estão voltadas exclusivamente para as missões definidas pela Constituição Federal e leis complementares", afirmou a nota. 

    A nota é assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e pelos comandantes das três Forças: general Edson Pujol (Exército), almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior (Marinha) e tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Bermudez (Aeronáutica).

    Sob 'autoridade suprema' do presidente

    Na quinta-feira (12), o comandante do Exército descartou que exista alguma ameaça real ao país, e afirmou que os militares não querem "fazer parte" da política nem querem que a política "entre" nos quartéis.

    Na sexta-feira (13), Bolsonaro concordou com a declaração de Pujol, afirmando que as Forças Armadas devem se manter "apartidárias", como determina a Constituição, mas salientou que elas estão sob "autoridade suprema" dele.

    O presidente nomeou vários militares da reserva e da ativa para postos da administração pública, inclusive para ministérios como da Saúde, chefiado pelo general Eduardo Pazuello, cargo que, além do caráter técnico, é considerado político. 

    Segundo levantamento feito em julho pelo Tribunal de Contas da União (TCU), atualmente existem 6.157 militares da ativa e da reserva em cargos civis no governo.

    'Apartadas da política partidária'

    A nota da Defesa disse ainda que a "característica fundamental das Forças Armadas como instituições de Estado, permanentes e necessariamente apartadas da política partidária, conforme ressaltado recentemente por chefes militares, durante seminários programados, é prevista em texto constitucional e em nada destoa do entendimento do governo e do presidente da República". 

    Mais:

    Após saída de Wassef, advogados que defenderam Cabral e militares assumem defesa de Flávio Bolsonaro
    Resistência de Bolsonaro aos direitos humanos lembra o período do regime militar, diz especialista
    Perda do apoio de militares não prejudica negociações de Bolsonaro com o Congresso, afirma analista
    Tags:
    Fernando Azevedo e Silva, Edson Leal Pujol, militares, saúde, governo, defesa, Aeronáutica, Marinha, Exército, Jair Bolsonaro
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar