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    Após nova fala do comandante do Exército, presidente diz que militares não querem fazer política e que Forças Armadas estão sob 'autoridade suprema' dele.

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (13), através de postagens em uma rede social, que concorda com a declaração do comandante do Exército, o general Edson Leal Pujol, de que os "militares não querem fazer parte da política", informou o jornal O Globo. Na primeira, salientou que foi ele quem indicou Pujol para o cargo. 

    ​Bolsonaro fez mais duas postagens em sequência. Numa delas, se referiu à Constituição.

    Na última postagem da série, ​salientou a autoridade de seu cargo.

    ​A declaração do comandante do Exército, citada pelo presidente, ocorreu na quinta-feira (12) durante transmissão ao vivo pela Internet. Pujol disse que os militares não querem "fazer parte da política governamental ou política do Congresso Nacional e muito menos queremos que a política entre dentro dos nossos quartéis".

    Ele bateu na mesma tecla nesta sexta-feira (13) declarando que o Exército não é uma instituição de governo e não muda sua maneira de pensar de cumprir suas missões a cada quatro anos.

    "Não somos instituição de governo, não temos partido. Nosso partido é o Brasil. Independente de mudanças ou permanências de determinado governo por um período longo, as Forças Armadas cuidam do país, da nação. Elas são instituições de Estado, permanente. Não mudamos a cada quatro anos a nossa maneira de pensar e como cumprir nossas missões", comentou o general.

    Outro a se manifestar foi o vice-presidente Hamilton Mourão, general da reserva, que fez coro com a declaração de Pujol. Ele disse que concorda com o comandante da força e que a politização dos militares atrapalha a hierarquia e a disciplina dentro das Forças Armadas.

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    Tags:
    Forças Armadas, Constituição Federal, Edson Leal Pujol, Jair Bolsonaro
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