01:58 26 Novembro 2020
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    Estado autoriza matrículas de estudantes de todos os anos do ensino fundamental e da 1ª e 2ª séries do ensino médio para 2021 em regime de progressão continuada.

    As informações foram confirmadas nesta quarta-feira (11) pelo secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares. Nenhum estudante da rede estadual paulista, em todas as séries, será reprovado por desempenho em 2020, mas todos terão que entregar um mínimo de atividades, divulgou o jornal O Estado de São Paulo.

    Outra informação importante é sobre as matrículas. A Secretaria disse que os estudantes de todos os anos do ensino fundamental e da 1ª e 2ª séries do ensino médio devem ser matriculados "no ano/série subsequente em 2021 em regime de progressão continuada". E que os anos letivos de 2020 e 2021 serão considerados como um contínuo de oito bimestres. Essa resolução tinha sido aprovada pelo Conselho Estadual de Educação.

    Rossieli Soares comentou que, para seguir estudando em 2021, cada aluno terá de apresentar um mínimo de atividades realizadas e que a definição de qual será esse mínimo caberá a cada escola. Isso porque, de acordo com o secretário, é difícil para a pasta estabelecer uma regra única. Mas, no momento, a Secretaria calcula que 15% dos alunos não cumpriram esta exigência. E isso corresponde a 500 mil estudantes na rede estadual de ensino.

    "Sentimos esse desânimo acontecendo, mas temos inúmeras frentes e vamos reforçar ainda mais", garantiu o secretário se referindo a ferramentas para recuperar o estímulo dos estudantes.

    Rossieli informou também que em janeiro deverá haver reforço escolar nas unidades estaduais com o órgão prevendo semanas de estudos intensivos para a recuperação das aprendizagens dos alunos. E que dez mil professores serão contratados para essas atividades. Além disso, o secretário comentou que o ano letivo deverá começar em 1º de fevereiro.

    A Secretaria trabalha com a possibilidade de aulas 100% presenciais no ano de 2021. Indagado sobre a possibilidade de uma segunda onda da COVID-19, como acontece no Hemisfério Norte, Rossieli afirmou que o cenário será avaliado. Mas lembrou que na Europa as escolas permanecem abertas porque passaram a ser consideradas serviços essenciais.

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    Tags:
    Europa, COVID-19, ensino, São Paulo
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