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    Brasil na luta contra COVID-19 no início de novembro (27)
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    Celso Russomanno (Republicanos), candidato a prefeito de São Paulo, disse nesta terça-feira (3) que a vacina produzida em parceria com o Instituto Butantan deveria ser aplicada primeiro na China. 

    Os testes realizados com a CoronaVac demonstraram resultados positivos até o momento. A vacina chinesa contra o coronavírus se tornou alvo de polêmica após o presidente Jair Bolsonaro, que apoia Russomanno, suspender protocolo para aquisição de 46 milhões de doses do imunizante.

    A decisão do presidente veio após o Ministério da Saúde ter confirmado acordo para a compra da vacina. 

    "Todos aqui querem uma vacina. Mas se essa vacina é tão boa assim, começa na China, aplicando nas pessoas. Deu certo lá, a gente traz para o Brasil", afirmou Russomanno em evento da Associação Paulista de Imprensa, segundo publicado pelo jornal O Globo. 

    'Cobaia de nada' 

    Russomanno disse ainda que não era "negacionista" e não desejava que a população de São Paulo fosse "cobaia de nada". Quando rechaçou a compra da CoronaVac, Bolsonaro afirmou que os brasileiros não podiam ser "cobaias". 

    "Eu não sou negacionista não, pelo contrário. Quero a vacina o mais rápido possível, agora não quero que a população de São Paulo seja cobaia de nada", disse Russomanno.

    Russomano afirmou ainda que o imunizante fabricado pelo laboratório chinês SinoVac tinha que ser testado primeiro em doentes, crianças e idosos. Segundo a ciência, os testes devem começar primeiro com pessoas adultas saudáveis, para depois, caso haja eficácia, passar para idosos. 

    "A vacina está sendo testada em adultos sãos, nenhum com COVID-19. Não estão sendo testadas crianças, não está sendo testada nos idosos e não está sendo testada nos doentes. São as etapas por onde uma vacina deve passar. Isso não está acontecendo. Os efeitos colaterais imediatos a gente pode prever, mas os a longo, não. Toda vacina tem que passar por esse processo", opinou.
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    Brasil na luta contra COVID-19 no início de novembro (27)

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    Tags:
    pandemia, novo coronavírus, COVID-19, vacina, Jair Bolsonaro, Celso Russomanno
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