13:38 02 Dezembro 2020
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    O presidente Jair Bolsonaro teria se reunido com as advogadas do senador Flávio Bolsonaro em 25 de agosto. O encontro, que contou com a presença do chefe do GSI e do diretor da Abin, não constou na agenda oficial do presidente.

    Uma reportagem da revista Época apurou que órgãos do governo se articularam para tentar anular as investigações do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

    A mobilização do governo teria sido um pedido do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e contou com a participação do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Eles foram convocados pelo presidente Jair Bolsonaro.

    Além disso, a reportagem relatou uma conversa entre Jair Bolsonaro e as advogadas do seu filho Flávio, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, no dia 25 de agosto. O encontrou não foi registrado na agenda oficial do presidente.

    Na conversa, as advogadas afirmaram que teriam encontrado uma forma de anular o caso Queiroz a partir de documentos que provariam que havia uma organização criminosa dentro da Receita Federal. Segundo elas, esta organização seria responsável pelos relatórios de inteligência do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

    Defesa de Flávio Bolsonaro

    A defesa do senador Flávio Bolsonaro enviou uma nota à reportagem afirmando que "o fato foi levado diretamente ao GSI por ter sido praticado contra membro da família do senhor presidente da República".

    "A defesa do senador Bolsonaro esclarece que levou ao conhecimento do GSI as suspeitas de irregularidades das informações constantes dos relatórios de investigação fiscal lavradas em seu nome, já que diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos relatórios elaborados em outros casos, ressaltando-se, ainda, que relatórios anteriores do mesmo órgão não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do senador", diz a nota.

    O senador Flávio Bolsonaro é investigado desde o início de 2018, quando um relatório do Coaf identificou movimentações suspeitas nas contas do ex-assessor do parlamentar, Fabrício Queiroz, que está preso desde junho deste ano.

    De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, a quebra de sigilo bancário e fiscal de 106 pessoas apresentou provas de um esquema de rachadinhas, através do qual 23 assessores de Flávio Bolsonaro repassavam parte de seus salários a Queiroz, que organizava a coleta e a distribuição dos valores, que, segundo a investigação, eram lavados e repassados ao senador.

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    Tags:
    Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), governo, Rachadinha, Jair Bolsonaro, Fabrício José de Queiroz, Flávio Bolsonaro
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