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    Brasil enfrenta COVID-19 no fim de outubro (38)
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    Governo de São Paulo ainda espera a agência aprovar pedido feito em setembro para compra de insumos rumo à fabricação de 40 milhões de doses da vacina.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na tarde de sexta-feira (23) a compra de um lote de seis milhões de doses da CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês SinoVac Live Science em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, informou o site G1. O contrato entre o governo paulista e a empresa prevê a aquisição de 46 milhões de doses, sendo que seis milhões delas virão prontas da China. 

    Neste momento, a vacina está na terceira fase de testes, quando sua eficácia é testada em voluntários. Por enquanto, a aplicação dela ainda não está autorizada. Os resultados da segunda fase foram considerados positivos. Na nova fase, estão sendo aplicadas 15 mil doses em nove mil voluntários e cada um recebe duas delas.

    A decisão da Anvisa é o mais recente capítulo da divergência entre João Doria, governador de São Paulo, e o presidente Jair Bolsonaro. Na terça-feira (20), o Ministério da Saúde anunciou que adquiria as 46 milhões de doses. Mas no dia seguinte, quarta-feira (21), Bolsonaro rechaçou publicamente a declaração de seu ministro, Eduardo Pazuello. Ele afirmou taxativamente que nenhuma vacina chinesa seria comprada porque sua origem não parecia confiável. Os dois vieram a público contornar o que parecia ser uma crise dentro do governo.

    No capítulo seguinte, na quinta-feira (22), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acusou a Anvisa de retardar a fabricação da CoronaVac no Brasil ao atrasar a liberação para importação dos insumos necessários para produção da CoronaVac. O órgão negou atraso. E explicou em nota oficial que o pedido tinha sido analisado, mas que foram encontradas "discrepâncias", sem especificar quais. Segundo Dimas Covas, a decisão da Anvisa só sairá no dia 11 de novembro.

    "Uma liberação que ocorre em dois meses deixa de ser excepcional", disse.

    Mas, segundo a agência, a análise final deve ocorrer no dia 4 do mesmo mês.

     "Cabe ressaltar que esse processo se encontrava pautado para o dia 4 de novembro, justamente para que houvesse tempo hábil para o atendimento das discrepâncias apontadas no processo referente à matéria-prima vacinal", informou a nota.

    De acordo com o calendário previsto pelo governo de São Paulo, a aplicação das primeiras doses da CoronaVac será em profissionais da saúde e vai começar no dia 15 de Dezembro.

    Tema:
    Brasil enfrenta COVID-19 no fim de outubro (38)

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    Tags:
    Ministro da Saúde, Instituto Butantan, Jair Bolsonaro, João Doria, COVID-19, Vacina CoronaVac
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