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    COVID-19 no Brasil em meados de outubro (54)
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    Uma gata em Cuiabá (MT) foi contaminada pelo seus donos que estiveram numa festa familiar onde seis pessoas também ficaram doentes.

    Um exame molecular de PCR feito por uma veterinária no estado de Mato Grosso confirmou que uma gata de poucos meses testou positivo. Ela não tem os sintomas da COVID-19 e contraiu a doença de seus donos em outubro. O casal e o filho deles pegaram a doença após uma festa familiar em setembro.

    Valéria Dutra, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) disse que é possível que outro gato e um cachorro também estejam infectados, pois estavam na mesma comemoração. Os dois testaram positivo, mas seus casos permanecem inconclusivos porque a carga viral, ou seja, menor concentração de vírus, é mais baixa.

    "Minha preocupação é que os animais infectados levem o coronavírus para mais animais e pessoas. No caso do gato é ainda mais complexo do que no do cão porque gatos que moram em casas muitas vezes saem de seu domicílio livremente", informou a veterinária ao jornal O Globo.

    A gata não esteve na festa, mas foi infectada pelo contato com seus donos durante isolamento familiar. Na mesma celebração, uma pessoa infectou outras seis. Todas ficaram doentes.

    Mas o fato de humanos serem transmissores do vírus para animais de estimação não significa que a recíproca seja verdadeira, disse em junho deste ano o médico veterinário Paulo Abílio Varella Lisboa, do Instituto de Comunicação e Informação de Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz.

    Segundo ele, há menos de 25 relatos de cães e gatos de estimação infectados com SARS-CoV-2. Isso apesar de, em 9 de junho, o número de pessoas infectadas ultrapassar 6,2 milhões no mundo e mais de 740 mil casos no Brasil. Além disso, nenhum relatório oficial publicado sugere que animais de estimação sejam fonte de infecção para seres humanos. Há evidências de que as infecções nos animais são geralmente resultado de um contato próximo de pessoas — tutores ou tratadores — infectadas com COVID-19", comentou.

    Sobre a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença para seres humanos ou levar o vírus para dentro de casa, Paulo Abílio entende que o risco de contaminação não é baseado em estudos ou evidências.

    "Os poucos animais infectados parecem ter adquirido a infecção dos seus donos, pelo contato direto, e não o inverso. Tampouco há evidência de que animais sejam vetores mecânicos ou possam carregar o vírus, ou que o vírus possa se replicar nos animais."

    Segundo o médico, a população mundial de cães e gatos gira em torno de dois bilhões e a taxa de infecção deles, naquele mês, era de 0,001%.

    De acordo com dados desta manhã de segunda-feira (19) da Organização Mundial de Saúde (OMS), o mundo tem 39 milhões de casos e 1,1 milhão de mortos. O Brasil tem 5,2 milhões de casos e cerca de 153 mil mortes.

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    COVID-19 no Brasil em meados de outubro (54)

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    Tags:
    UFMT, Fiocruz, contaminação, COVID-19
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