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    COVID-19 no Brasil em meados de outubro (33)
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    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou neste sábado (17) que não pretende pautar a prorrogação do estado de calamidade, defendido por parte do Congresso para viabilizar extensão do auxílio emergencial.

    De acordo com ele, a extensão da estado de calamidade significaria "uma sinalização muito ruim" a investidores sobre o compromisso do país com a responsabilidade fiscal.

    "Prorrogar a calamidade, em tese, vai gerar a prorrogação da PEC da Guerra e, automaticamente, prorrogando a PEC da Guerra vai passar uma sinalização muito ruim para aqueles que confiam e precisam da credibilidade da âncora fiscal para continuar investindo ou voltar a investir nesse país", disse o presidente da Câmara.

    O decreto sobre o estado de calamidade autoriza o não cumprimento da meta fiscal por parte da União e permite o aumento de despesas de auxílio para combater a crise provocada pela pandemia da COVID-19.

    ​"A gente já viu que ideias criativas geram desastres econômicos e impactam a vida das famílias brasileiras", acrescentou Maia.

    O presidente da Câmara afirmou que não há a possibilidade do auxílio emergencial ser prorrogado.

    "A pandemia e a estrutura que foi construída para seu enfrentamento tem data para acabar, que é 31 de dezembro de 2020. Qualquer coisa que mude essa regra vai gerar um impacto muito grande em indicadores econômicos que vão afetar muito mais a vida dos brasileiros do que um, dois ou três meses de renda mínima", disse.

    De acordo com Rodrigo Maia, se houver uma prorrogação do auxílio emergencial, em um médio e longo prazo o "governo vai pagar a conta com a sua popularidade".

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    COVID-19 no Brasil em meados de outubro (33)

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    Tags:
    estado de calamidade pública, Rodrigo Maia, auxílio, novo coronavírus, COVID-19
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