05:31 25 Outubro 2020
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    A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) enviou no dia 22 de setembro uma carta solicitando ajuda às Nações Unidas, para que a organização cobre explicações do governo brasileiro, depois que ela foi alvo de ameaças de morte.

    "Como se as ameaças anteriores à minha vida não fossem suficientes, alguns dias após o nascimento de minha filha, recebi novas ameaças. Em junho de 2020, a linha telefônica 'Disque Denúncia' da Polícia do Rio de Janeiro noticiou à Câmara dos Deputados que havia mais de cinco gravações de pessoas falando sobre a minha morte", declarou Talíria à coluna do jornalista Jamil Chade, do portal Uol, nesta quarta-feira (30).

    A parlamentar endereçou sua denúncia às relatoras da ONU Agnes Callamard (execuções sumárias), E. Tendayi (racismo), e Mary Lawlor (situação de defensores de direitos humanos) e pediu que a entidade cobre explicações do Estado brasileiro não somente sobre seu caso, mas também sobre o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Além disso, Talíria quer que o governo apresente um plano para proteger as mulheres por conta da violência política.

    "Somos o país que mais mata defensores e defensoras de direitos humanos no mundo e, sem dúvida, a violência política é uma expressão do tamanho da fragilidade da democracia brasileira", disse a parlamentar.

    Caso as relatoras das Nações Unidas aceitem a denúncia, ela se transformará numa cobrança formal ao governo brasileiro, cujo objetivo é, primeiramente, forçar as autoridades a agir, ou pelo menos gerar um constrangimento internacional que, consequentemente, proporcione maior proteção à deputada.

    "Tenho recebido ameaças contra minha vida desde minha primeira eleição em 2016 para a Câmara Municipal de Niterói, no estado do Rio de Janeiro". "No início, não percebi como este tipo de intimidação poderia ser grave. Entretanto, após o assassinato de minha companheira e amiga Marielle Franco, eleita no mesmo ano, percebi o perigo real", revelou Talíria a Jamil Chade.

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    Tags:
    ONU, Câmara dos Deputados, direitos humanos, Assassinato de Marielle Franco, Marielle Franco
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