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    COVID-19 no mundo no início de outubro (66)
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    De acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil perdeu 7,2 milhões de postos de trabalho em apenas três meses. A taxa de desemprego no país subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho, e chegou a 13,13 milhões de pessoas.

    Os dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) verificaram também que a população ocupada encolheu 8,1% em três meses, recuando para 82 milhões. Com isso, Brasil atingiu o maior contingente de desempregados desde abril do ano passado, quando os desocupados somavam 13,17 milhões. O recorde histórico foi registrado em março de 2017 (14,1 milhões).

    Ainda segundo a pesquisa, o nível de ocupação da população (percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar) também caiu para o patamar mais baixo da série, e ficou em 47,1%. Isso significa que menos da metade da população em idade para trabalhar está efetivamente trabalhando. Analogamente, o número de empregadores (3,9 milhões de pessoas) apresentou queda em comparação com o trimestre anterior (-6,3%, ou menos 263 mil pessoas), e também frente ao mesmo trimestre de 2019 (-9,1%, ou menos 393 mil pessoas).

    É importante lembrar que o País ganhou quase um milhão de microempreendedores individuais (MEIs) desde o início da pandemia. Com as altas taxas de desemprego, o número de trabalhadores por conta própria que buscam ter um CNPJ chegou a 10,8 milhões.

    ​Postos com carteira assinada atingem mínima histórica

    Os dados do IBGE indicam que o número de empregados sem carteira assinada (8,7 milhões de pessoas) caiu 14,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e 25,4% (menos três milhões) em 12 meses. Houve queda também na categoria dos empregados no setor privado com carteira de trabalho, estimada pelo IBGE em 29,4 milhões de pessoas. Este índice bateu o menor nível da série histórica, o que representa uma queda de 8,8% (menos 2,8 milhões) na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro e de 11,3% (menos 3,8 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019. 

    5,8 milhões de desalentados

    A população em desalento, isto é, aqueles que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar, também atingiu novo recorde: 5,8 milhões de pessoas, com alta de 15,3% (mais 771 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro. Quando comparada ao mesmo trimestre de 2019, a alta chega a 20% (mais 966 mil pessoas). A população fora da força de trabalho também atingiu recordes, e chegou a 79 milhões de pessoas, um acréscimo de oito milhões em relação ao trimestre anterior e de 14,1 milhões em 12 meses.

    Tema:
    COVID-19 no mundo no início de outubro (66)
    Tags:
    economia, recorde, Brasil, IBGE, desemprego
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