15:19 27 Outubro 2020
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    Segundo reportagem publicada pelo site G1 nesta terça-feira (29), o montante desviado por corrupção e fraudes na Saúde do Rio de Janeiro entre 2007 e 2020 pode chegar ao valor de R$ 1,8 bilhão.

    De acordo com denúncias do Ministério Público Federal (MPF), que investiga fraudes no setor, o valor desviado no período supera aquele que foi gasto pelo governo do RJ com a pandemia, destaca o portal. Segundo a Comissão Especial de Gastos com a COVID-19, foram executados R$ 1,7 bilhão em cerca de 120 contratos.

    ​Levando em conta apenas os valores gastos na pandemia da COVID-19, cerca de R$ 700 milhões estão sob suspeita de desvios. As operações Favorito e Tris in Idem, que levaram ao afastamento do governador Wilson Witzel e à prisão do secretário de Saúde Edmar Santos, apontam fraudes de R$ 697.100.000.

    Operação Tris in Idem

    Deflagrada pela Procuradoria-Geral da República, a operação prendeu sete pessoas, entre elas, o Pastor Everaldo, presidente do PSC, e o ex-secretário de Saúde Lucas Tristão. O governador e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama Helena Witzel, também foram denunciados por corrupção.

    O Ministério Público Federal (MPF) afirma ter encontrado diferentes formas de desvio. Uma delas era via o escritório de advocacia da primeira-dama. O escritório, que não tinha nenhum outro funcionário, recebeu R$ 554 mil suspeitos de ser propina para Witzel entre 13 de agosto de 2019 e 19 de maio de 2020, segundo o MPF. Desse montante, R$ 74 mil foram repassados diretamente para o governador.

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    Tags:
    saúde, Rio de Janeiro, governador, Wilson Witzel, corrupção
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