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    Nesta segunda-feira (21), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou reajuste salarial de 2,6% para trabalhadores dos Correios. A greve será encerrada e as atividades devem retornar a partir da terça-feira (22).

    Conforme publicou o portal G1, o TST julgou nesta segunda-feira (21) que a paralisação não foi abusiva e com isso metade do período da greve não será descontado dos salários dos grevistas. A outra metade, porém, será compensada.

    Em caso de não retorno dos funcionários dos Correios às atividades, uma multa de R$ 100 mil por dia será aplicada sobre a categoria. A greve dos Correios teve início no dia 17 de agosto em todo o país, reivindicando aumento salarial e melhores condições trabalhistas. Mais cedo nesta segunda-feira (21), a categoria realizou um protesto em Brasília para pressionar o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e também o presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), o general Floriano Peixoto.

    No julgamento no TST, havia a possibilidade de aplicação de desconto integral das horas não trabalhadas, o que foi rechaçado pela relatora do caso no tribunal, a ministra Kátia Arruda.

    Funcionários dos correios fazem manifestação no centro do Rio de Janeiro. No dia do julgamento no TST, caravanas com trabalhadores vão  para Brasília para pressionar tribunal
    © Folhapress / Magá Jr/Ofotográfico
    Funcionários dos correios fazem manifestação no centro do Rio de Janeiro. No dia do julgamento no TST, caravanas com trabalhadores vão para Brasília para pressionar tribunal

    Segundo a magistrada, a greve foi a única opção dos trabalhadores dos Correios diante do fato da perda de "praticamente todos os direitos" dos empregados. Segundo disse Arruda, conforme citada pelo G1, foi a primeira vez que um caso como esse, de perda ampla de direitos, foi julgado.

    Os grevistas afirmam que a paralisação foi deflagrada após a suspensão de acordo coletivo com a empresa, previsto para ter início em 2021. O STF, em agosto, acatou o pedido de suspensão de 70 das 79 cláusulas do acordo. A empresa alegava que não teria como manter o acerto, pois ele não condizia "com a realidade atual do mercado".

    © Folhapress / Renato Lopes/Uaifoto
    Manifestação de funcionários dos Correios, que protestam por melhores condições de trabalho e salários, próximos a esplanada do Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo

    Para a ministra Kátia Arruda, o argumento dos Correios não se sustenta, uma vez que houve lucro no primeiro semestre e aumento da demanda de entregas durante a pandemia da COVID-19. O TST manteve as nove cláusulas do acordo oferecido pela empresa nas negociações, além de outras 20 cláusulas sociais – sem custos para a empresa. As outras 50 foram canceladas.

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    Tags:
    TST, Brasil, Correios
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