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    Coronavírus no Brasil em meados de setembro (42)
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    Tecnologia de adenovírus para o transporte do conteúdo da vacina para o organismo humano, usada na Sputnik V contra a COVID-19, tem sua eficácia elogiada pelo secretário da Saúde da Bahia.

    Enquanto, por um lado, os cientistas do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya já explicaram como funciona a vacina russa contra a COVID-19, por outro, Fábio Vilas-Boas, no cargo de secretário da Saúde da Bahia, demonstrou satisfação pela aquisição do medicamento por seu estado, segundo publicou o Fundo Russo de Investimento Direto (RFPI, na sigla em russo).

    "O governo do estado da Bahia, no Brasil, está muito satisfeito com o acordo assinado com o Fundo Russo de Investimento Direto, o que garantirá acesso à vacina Sputnik V para o povo brasileiro, assim que for aprovada pelas autoridades reguladoras nacionais brasileiras. Como é uma vacina construída usando adenovírus humanos, o que é uma das mais eficientes plataformas de desenvolvimento de vacinas no mundo, nós acreditamos que os resultados da terceira fase em curso de testes clínicos vão confirmar os dados observados na primeira e segunda fases", declarou Vilas-Boas.

    Hoje (11), o RFPI anunciou que o estado brasileiro se tornará um ponto de fornecimento da vacina que poderá ser distribuída por todo o território nacional.

    Mais uma vez, o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev, ressaltou a eficácia da vacina.

    "A vacina Sputnik V é baseada em uma plataforma comprovada de vetores adenovirais humanos, enquanto outras vacinas contra o coronavírus usam novas plataformas, em particular vetores adenovirais de macaco ou mRNA [RNA mensageiro]", disse Dmitriev.

    Para efeito de comparação, Dmitriev também frisou os últimos eventos relacionados com vacinas baseadas em novas tecnologias pouco estudadas.

    "Os últimos acontecimentos na indústria farmacêutica mundial, relacionados com a suspensão dos testes de uma vacina experimental contra o coronavírus, mostram a importância da aproximação diversificada aos fornecimentos de vacinas."

    "A assinatura de acordos de fornecimento ao estrangeiro da vacina Sputnik V demonstra que muitos países entendem a necessidade absoluta da presença no pacote de vacinas adquirido de medicamentos na base dos adenovírus humanos – plataformas que comprovaram sua segurança e eficácia ao longo de décadas", acrescentou.

    Detalhando tal eficácia, o diretor-geral do fundo acrescentou:

    "No curso dos testes clínicos da vacina russa não foram detectados efeitos colaterais perigosos, além disso, 100% dos participantes dos testes clínicos da vacina Sputnik V tiveram uma resposta imunológica humoral e celular estável. Ao mesmo tempo, vacinas baseadas em novas plataformas ainda não comprovaram sua segurança e não possuem dados sobre seu caráter cancerígeno e influência na fertilidade. Nós estamos felizes em dar uma contribuição tão importante na luta contra a pandemia, proporcionando aos nossos parceiros no Brasil a vacina segura e eficaz Sputnik V."

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, Rússia, Brasil, doença, Sputnik V, pandemia, medicamento, vacina
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