06:09 23 Outubro 2020
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    Em visita à Rádio Nacional FM na noite desta quarta-feira (2), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que também comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal, falou sobre metas do governo para a gestão ambiental.

    Mourão afirmou que o governo pretende implementar um modelo de negócios na região Amazônica que classificou de "bioeconomia", e defendeu sustentabilidade para as atividades econômicas dos povos amazônicos.

    "É importante entender que o tema sustentabilidade faz parte do modo de vida do século XXI. As principais empresas querem investir dentro da agenda ambiental, social e de governança. Temos 66% da nossa cobertura vegetal intacta, 84% no caso da Amazônia. Temos que nos apresentar para investidores, brasileiros ou internacionais, como um parceiro que respeita a legislação ambiental", afirmou Mourão em entrevista à Agência Brasil.

    Segundo Mourão, a visão do governo para a bioeconomia é moderna, com foco social e tem como pilar o conceito de governança. O vice-presidente defendeu que uma parte da solução para uma atividade econômica sadia na Amazônia seja a assistência técnica rural, com educação adequada e tecnologicamente avançada. Ele afirmou que a conscientização da importância da sustentabilidade para os povos locais também é parte estratégica da abordagem do governo.

    O vice-presidente afirmou considerar que as mais de 500 mil famílias assentadas em território amazônico devem receber, o mais rápido possível, a titularidade das terras que ocupam.

    Por outro lado, Mourão citou o caso da técnica que usa queimadas de vegetação para preparação do solo, o que considerou uma forma ultrapassada e desinformada de lidar com o meio ambiente.

    "Nossa campanha é 'diga sim à vida e não à queimada'. Esse tipo de preparação da terra é arcaico e não tem mais espaço no mundo em que vivemos. Com a titularidade das terras, as famílias terão acesso a assistência técnica rural que dará a capacidade de tratar melhor a terra", declarou.

    Fundo Amazônia

    Hamilton Mourão informou que o dinheiro retido no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) referente ao Fundo Amazônia deverá ser uma importante fonte de recursos para o processo de modernização da região. Segundo ele, os recursos serão investidos em projetos relacionados à bioeconomia.

    "Iniciamos a conversa com os dois principais doadores: Alemanha e Noruega. Eles aguardam os resultados da operação Verde Brasil II, que começa a mostrar uma tendência de queda no desmatamento e nas queimadas. A partir disso, conseguiremos desbloquear recursos parados no BNDES e conseguiremos apoiar projetos voltados para o desenvolvimento da Amazônia", informou o vice-presidente.

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    Tags:
    queimadas, Amazônia, Antonio Hamilton Mourão, Brasil
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