23:52 30 Setembro 2020
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    O Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), mas o pedido foi rejeitado pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    O pedido foi feito antes de Operação Tris in Idem ser deflagrada nesta sexta-feira (28).

    O procurador da República Eduardo El Hage afirmou em pronunciamento à imprensa que o afastamento de Witzel foi "muito importante para desarticular o grupo que está no poder", que nominou como uma organização criminosa sofisticada.

    "Face aos fatos gravíssimos com que nós nos deparamos, não havia outra medida, se não a que foi adotada hoje", disse o procurador, citado pela Agência Brasil.

    El Hage lembrou que dois governadores anteriores a Witzel, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, foram presos sob acusação por crimes de corrupção.

    "Esse terceiro governador praticar atos de corrupção e de lavagem é algo inadmissível, e, em razão disso, o Ministério Público Federal chegou a requerer sua prisão preventiva. O ministro Benedito Gonçalves entendeu que não seria o caso e determinou seu afastamento", revelou.

    O procurador da República negou que a operação deflagrada hoje tenha motivações políticas e afirmou que o trabalho reuniu uma quantidade de provas muito extensa contra Witzel.

    Witzel negou os crimes e disse que vai recorrer contra o afastamento quando tiver acesso às provas que fundamentam a decisão.

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    Tags:
    desvio de dinheiro público, desvio de verbas públicas, combate à corrupção, corrupção, prisão, Prisão, Ministério Público do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Wilson Witzel
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