05:40 23 Outubro 2020
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    O homem que fez uma família refém na madrugada desta quinta-feira (27) no Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro, se entregou à polícia.

    O sequestrador, identificado como Renan Fortunato do Couto, estava fugindo de um tiroteio entre facções pelo controle das favelas do Complexo de São Carlos, região central da cidade. A disputa deixou uma mulher morta.

    Ana Cristina da Silva, de 25 anos, estava indo com o filho para o bar onde trabalhava, quando ficou no meio de uma troca de tiros. No momento dos disparos, ela se curvou sobre o filho de três anos para protegê-lo e acabou sendo atingida por tiros de fuzil na cabeça e na barriga.

    Renan Fortunato do Couto estava com quatro bandidos em um carro quando o veículo foi cercado por policiais por volta das duas horas da manhã.

    Renan conseguiu entrar no condomínio localizado em Rio Comprido após o confronto deixar dois suspeitos baleados e um morto. Um dos bandidos conseguiu fugir. Um porteiro do prédio também foi baleado durante a troca de tiros. As informações foram publicadas pelo portal G1.

    O sequestro durou aproximadamente cinco horas e só foi encerrado por volta das sete horas da manhã. Três pessoas foram mantidas como reféns: uma mulher, a filha pequena e a mãe, idosa.

    Segundo o coronel Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar, Renan Fortunato do Couto pode também estar envolvido com o tiroteio ocorrido na quarta-feira (26) no acesso ao Túnel Rebouças, na Lagoa, Zona Sul da cidade.

    "Isso tudo começa ontem de dia com aquela ocorrência acompanhada por todos, na Lagoa, onde criminosos saindo da Rocinha possivelmente, até pelo farto armamento que tinham ali, estavam se dirigindo para reforçar a disputa territorial no centro da cidade. Durante a noite, inicia-se um confronto entre esses grupos criminosos e foi necessária uma intervenção rápida e enérgica da Polícia Militar", afirmou o oficial.

    Fliess disse que outros criminosos podem estar escondidos na região.

    "São vários criminosos, que possivelmente ainda podem estar escondidos dentro da comunidade. A partir daí, as tropas agora, já com a luz do dia, com mais segurança até mesmo para a integridade física dos policiais militares, eles farão vasculhamento, vão buscar ajuda de moradores para identificar criminosos que estejam escondidos ali nas residências e também o policiamento segue reforçado o tempo todo", completou o coronel.

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    mortes, tiroteio, tiros, violência, reféns, refém, sequestros, sequestro, Rio de Janeiro
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