11:15 30 Outubro 2020
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    COVID-19 no Brasil no final de agosto (50)
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    O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (21) que o país está "voltando ao normal" após o impacto da pandemia do novo coronavírus, uma afirmação feita horas depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) informar que o surto no país está "estável".

    Bolsonaro postou nas suas redes sociais sobre a geração de 131.010 empregos formais no Brasil em julho, primeiro resultado positivo desde março.

    O governo brasileiro prevê que o mercado de trabalho continuará apresentando dados positivos nos próximos meses.

    "O resultado positivo de julho é certamente o primeiro de muitos", declarou Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

    "Há uma melhora sucessiva e significativa no histórico de empregos e tudo indica que continuará sendo positivo, e ainda mais positivo. Estamos vendo setores melhorando e se mantendo à tona, o que é importante para a recuperação econômica. A melhora certamente está apenas começando e vamos continuar a surpreender", acrescentou.

    O mercado de trabalho foi fortemente atingido pela pandemia e, nos primeiros sete meses deste ano, o Brasil registrou 8,91 milhões de demissões. Em mais de uma ocasião, o presidente defendeu a suspensão do isolamento social ao longo da pandemia, clamando para preocupação com a economia e os empregos ante a priorização da saúde e da vida.

    Também nesta sexta-feira (21), Bolsonaro garantiu que o auxílio emergencial será mantido até dezembro, embora ele não soubesse qual seria o valor do benefício – hoje de R$ 600, mas que provavelmente será entre R$ 200 e R$ 300, de acordo com informações da mídia.

    Lambe lambe do artista gráfico Szucinski, com Bolsonaro dançando com o meme do caixão é visto pelas ruas de São Paulo
    © Folhapress / Cris Faga
    Lambe lambe do artista gráfico Szucinski, com Bolsonaro dançando com o meme do caixão é visto pelas ruas de São Paulo

    OMS pede cautela com o Brasil

    A crise da COVID-19 no Brasil parece estar se estabilizando, se não diminuindo, disse a OMS nesta sexta-feira (21), oferecendo esperança ao segundo país mais afetado pela pandemia, com 113.358 mortos e 3.532.330 pessoas infectadas até aqui.

    O número de infecções semanais detectadas se estabilizou, as transmissões estão diminuindo e as unidades de terapia intensiva estão sob menor pressão, avaliou Mike Ryan, o principal especialista em emergências da OMS, em entrevista coletiva em Genebra.

    "Em geral, a tendência no Brasil é estável ou de baixa [...] e isso precisa continuar", disse Ryan. "Há uma tendência clara de queda em muitas partes do Brasil. A questão é: isso é uma calmaria? Isso pode ser continuado?", questionou.

    Bolsonaro tem sofrido fortes críticas em todo o mundo pela forma com que lidou com a crise. Ele considerou o vírus nada mais do que uma "gripezinha", frequentemente aparece em público sem máscara e, quando questionado por um jornalista sobre o número crescente de mortos, respondeu: "E daí?". Dias antes, afirmou "não ser coveiro".

    Ryan pediu cautela, no entanto. O Brasil é um país enorme e muitas partes dele ainda estão vendo aumentos no número de casos, enquanto o número de casos diários ainda está em torno de 50 mil a 60 mil e o número de mortos ainda é superior a um mil na maioria dos dias, comentou ele.

    "Ainda há muito o que fazer no Brasil", completou. Mas grandes países como Brasil, Índia e Estados Unidos que tentam controlar a doença vão percorrer um longo caminho para reduzir a pandemia globalmente. "Qualquer sucesso no Brasil é um sucesso para o mundo", concluiu.

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    COVID-19 no Brasil no final de agosto (50)

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    Tags:
    novo coronavírus, COVID-19, OMS, surto, pandemia, economia, empregos, trabalho, Jair Bolsonaro, Brasil
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