05:53 23 Outubro 2020
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    Nesta segunda-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu que a candidatura do ex-presidente Lula deveria ter sido autorizada em 2018 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e falou que o Brasil vive "recessão democrática".

    Fachin afirmou ainda que o futuro do país está "sendo contaminado pelo despotismo". O ministro disse também, conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, teria feito bem à democracia brasileira e fortalecido a lei.

    Em 2018, Fachin foi o único ministro do TSE favorável à candidatura do ex-presidente Lula, que foi barrada por seis votos contra um. Lula teve a candidatura impedida pela maioria dos ministros devido a uma condenação em segunda instância no âmbito da operação Lava Jato.

    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixando a carceragem da Polícia Federal de Curitiba
    © Folhapress / Eduardo Anizelli
    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixando a carceragem da Polícia Federal de Curitiba

    O ministro Fachin afirmou ainda que o país vive "ameaças de intervenção" e que as eleições de 2022 precisam "proteger o consenso em torno das instituições democráticas" e que o Brasil tem hoje um "cavalo de Troia dentro da legalidade constitucional".

    Sem citar o atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ou quaisquer membros do governo, Fachin afirmou que o "cavalo de Troia apresenta laços com milícias e organizações envolvidas com atividades ilícitas. Conduta de quem elogia ou se recusa a condenar ato de violência política no passado".

    As declarações foram feitas durante uma palestra virtual como parte do VII Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral.

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Luiz Edson Fachin, Luiz Inácio Lula da Silva, Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral
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