04:31 29 Setembro 2020
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    A China continua sendo a principal fonte de contribuição para o superávit da balança comercial do Brasil, com importações de US$ 4,5 bilhões em julho e de US$ 21,9 bilhões no acumulado do ano até julho.

    Os dados foram publicados nesta sexta-feira (14) no Boletim de Comércio Exterior (Icomex) pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

    Nos primeiros sete meses do ano também foi registrado saldo positivo com a América do Sul, de US$ 3,2 bilhões, e com a União Europeia, em US$ 1,6 bilhão.

    Apesar do superávit na balança comercial com os Estados Unidos no mês de julho, a soma não foi suficiente para reverter o déficit de US$ 3,1 bilhões acumulado no ano.

    Segundo o Ibre, a participação da China nas exportações e nas importações brasileiras superou a dos principais parceiros no acumulado do ano. Nas exportações, a participação da China alcançou 34,1%. A União Europeia, que ficou em segundo lugar, atingiu 13,4%.

    De acordo com Icomex, a Ásia responde por quase 50% das exportações brasileiras, a Europa por 18,7%, a América do Norte por 12,6%, e América Latina por 11,2%.

    "Esse resultado para a Ásia e a China não é uma questão conjuntural. A ascensão da participação da China iniciada em meados da primeira década dos anos 2000 tem sido contínua e acompanhada de um aumento das commodities na pauta exportadora", informou o Boletim.

    O saldo da balança comercial de julho ficou em US$ 8,1 bilhões, que é o maior na série histórica do mês de julho. Com o resultado, o superávit acumulado nos sete primeiros meses do ano atingiu US$ 30 bilhões.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), a queda acentuada nas importações, de 35,2% de julho de 2019 a julho de 2020, contribuiu para o desempenho e não por uma melhora nas exportações, que caíram 2,9%.

    A China é o principal mercado para sete dos dez principais produtos exportados pelo Brasil no mês de julho. Os principais continuam sendo a soja em grão, minério de ferro e petróleo, com 79% das exportações brasileiras para esse mercado. Outros produtos também têm registrado alta nas exportações como as carnes bovina, com aumento de 160%, e a suína, aumento de 158%.

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    Tags:
    comércio internacional, superávit, Brasil, China
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