23:18 30 Setembro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    2150
    Nos siga no

    Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou nesta quinta-feira (13) liminar que concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). 

    Com isso, Queiroz, que é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por participar de esquema de corrupção, terá que retornar para o regime fechado. 

    A decisão de Fischer derruba liminar emitida durante plantão pelo presidente do STJ, João Otávio Noronha, que concedeu a Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, prisão domiciliar. O ministro pediu que o plenário do tribunal avalie a questão com urgência. 

    Fischer atendeu a um pedido do subprocurador-geral da República Roberto Luís Oppermann Thomé para que a decisão de Noronha fosse derrubada. 

    Preso em 18 de junho

    A defesa pediu o benefício alegando que ex-assessor de Flávio tem problemas de saúde e é grupo de risco para o novo coronavírus, estendendo a solicitação para Márcia. A esposa de Queiroz permaneceu foragida enquanto valia o pedido da Justiça para sua prisão em regime fechado. Queiroz estava em regime domiciliar desde o dia 9 de julho. 

    Queiroz foi preso em 18 de junho na Operação Anjo, comandada pelo Ministério Público, em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, que pertence a Frederick Wasseff, ex-advogado de Flávio.

    Segundo o MP, o ex-assessor do senador era operador de esquema de corrupção, conhecido como rachadinha, que ocorre quando funcionários de um gabinete devolvem parte de seus salários para políticos e assessores, quando trabalhava com Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Embora ainda não tenha sido apresentada uma denúncia e Queiroz não seja réu, a Justiça entendeu que ele poderia atrapalhar as investigações e por isso pediu sua prisão.

    Gilmar Mendes analisa soltura

    Nesta quinta-feira (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes proferiu despacho solicitando informações ao Tribunal de Justiça do Rio e ao STJ sobre as ordens de prisão contra Queiroz para poder tomar decisão em habeas corpus protocolado por sua defesa nesta semana, que pede a liberdade do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

    Mais:

    Flávio Bolsonaro fala em 'perseguição', mas admite que Queiroz pagou suas despesas pessoais
    Queiroz teria depositado 21 cheques para Michelle Bolsonaro, diz revista
    Defesa de Queiroz pede ao STJ para trocar relator do caso
    Tags:
    investigação, corrupção, justiça, prisão, Rio de Janeiro, MP, STJ, Flávio Bolsonaro
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar