12:00 20 Outubro 2020
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    A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Rio de Janeiro pediu à Justiça eleitoral para que o prefeito Marcelo Crivella seja condenado por abuso de poder político e fique inelegível. 

    Segundo Procuradoria, o prefeito do Rio usou reunião no Palácio da Cidade para lançamento da pré-candidatura de colega de partido. Além disso, teria prometido benefícios para pastores e fiéis. Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal e sobrinho de seu fundador, Edir Macedo. 

    De acordo com a PRE, o prefeito teria oferecido, em 2018, facilidades de acesso a serviços públicos a religiosos, como prioridade na fila para cirurgias catarata e varizes, durante lançamento da pré-candidatura a deputado federal pelo PRB de Rubens Teixeira. 

    A PRE analisou dois processos contra Crivella que o acusam de abuso de poder, um movido pela própria Procuradoria, referente à reunião no Palácio da Cidade, e outro pela coligação PSOL/PCB, que menciona encontro com equipes da Comlurb na escola de samba Estácio de Sá, em 13 de setembro de 2018.

    'Predestinação divina'

    Em suas alegações finais, a Procuradoria disse que o prefeito usou bens e recursos da prefeitura com fins eleitorais ao prometer acesso a serviços de saúde, obras e supostas isenções de impostos.

    O órgão pede a condenação de Crivella e Teixeira, eleito como suplente de deputado federal em 2018, e pagamento de multa. No processo, encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a PRE diz que o prefeito "oferecia facilidades na administração pública em nome de uma pretensa predestinação divina", segundo o jornal O Globo. 

    "Tratava-se de um encontro para alimentar base eleitoreira composta de líderes religiosos, notoriamente alinhados com o prefeito, a quem ele oferecia facilidades na administração pública em nome de uma pretensa predestinação divina. Fosse somente esse o contexto, e já estaria configurada a ilegalidade, eis que a nenhum gestor é dado usar a máquina pública em benefício de grupo político específico, menos ainda quando fatores religiosos se infiltram na gestão", afirmou a procuradora regional eleitoral Silvana Batini. 

    Prefeitura diz que reuniões foram dentro da lei

    Por meio de nota, a prefeitura disse que "as duas ações se referem à eleição de 2018, na qual o prefeito Crivella sequer foi candidato". Crivella foi eleito em 2016. Em 2018, o pleito elegeu presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. 

    A prefeitura disse ainda que as reuniões mencionadas nos processos "ocorreram estritamente na forma da lei" e tanto a "Câmara de Vereadores do Rio quanto o STF decidiram pela inexistência de qualquer irregularidade em ambas". 

    "Nas defesas e integrais provas processuais constam as informações que afastam o irrazoável pedido de inelegibilidade, ou qualquer sanção, o que foi pautado em mera dedução e desproporcional presunção punitiva inaplicável ao caso", acrescentou a prefeitura do Rio de Janeiro. 

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    Tags:
    MP, Igreja Universal, evangélicos, igreja, Edir Macedo, Marcelo Crivella, justiça, eleições, prefeitura, Rio de Janeiro
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