15:00 30 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    3302
    Nos siga no

    Neste sábado (8), um grupo de motoboys se reuniu para protestar em frente ao condomínio, em Valinhos, São Paulo, onde mora Mateus Abreu, contabilista que ofendeu o entregador Matheus Pires com racismo.

    O grupo de motoboys e entregadores foi até o condomínio onde o fato ocorreu para protestar contra o morador e apoiar o colega de profissão. Cerca de 100 pessoas participaram do protesto em frente ao local. O grupo de trabalhadores de aplicativos se reuniu em um posto de combustíveis na região durante a manhã deste sábado (8) e então partiu para o residencial, conforme publicou o portal G1.

    ​Na sexta-feira (7), um vídeo mostrando o contabilista Mateus Abreu, que é branco, proferindo ofensas racistas contra o entregador Matheus Pires, no interior de São Paulo, viralizou nas redes sociais.

    ​No vídeo, o contabilista ofende diversas vezes o entregador e a certa altura aponta para o próprio braço e diz que o motoboy tem inveja de sua cor.

    Em Valinhos, São Paulo, motoboys protestam em frente ao condomínio onde um entregador foi vítima de racismo durante entrega pedida por aplicativo. O protesto ocorreu em 8 de agosto de 2020, no dia seguinte do caso.
    © Folhapress / Luciano Claudino / Código 19
    Em Valinhos, São Paulo, motoboys protestam em frente ao condomínio onde um entregador foi vítima de racismo durante entrega pedida por aplicativo. O protesto ocorreu em 8 de agosto de 2020, no dia seguinte do caso.

    O boletim de ocorrência registra que o entregador contou ter sido chamado de "preto e favelado" pelo morador do condomínio. À polícia, o agressor negou ter feito ofensas relacionadas à cor do entregador vítima de racismo.

    ​Segundo publicou o jornal Folha de São Paulo, o contabilista já era conhecido entre os entregadores por tentar obrigar que a entrega chegasse na porta de sua casa, enquanto os demais moradores do condomínio buscavam seus pedidos no portão.

    Em Valinhos, em 8 de agosto de 2020, motoboys escutam instruções enquanto protestam em frente ao condomínio onde um entregador foi vítima de racismo durante entrega no dia anterior.
    © Folhapress / Luciano Claudino / Código 19
    Em Valinhos, em 8 de agosto de 2020, motoboys escutam instruções enquanto protestam em frente ao condomínio onde um entregador foi vítima de racismo durante entrega no dia anterior.

    O caso foi registrado como crime de injúria racial na delegacia de Valinhos e a pena máxima pode chegar a três anos de prisão. O contabilista também foi banido do aplicativo de entregas que utilizava.

    Mais:

    Racismo e pandemia: 'São Paulo vive o maior apartheid social do país', alerta historiador
    Manifestantes contra o racismo fazem ato em SP (VÍDEO)
    'Não basta não ser racista, temos que ser antirracistas', afirma presidente alemão
    Tags:
    São Paulo, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar