10:44 12 Agosto 2020
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    Brasil combatendo pandemia do coronavírus em meados de julho (47)
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    Vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e testada no Brasil, pode ter registro liberado em junho de 2021, segundo reitora da Unifesp.

    A expectativa dos especialistas é obter o registro emergencial da vacina, o que leva pelo menos 12 meses. A pesquisa de Oxford é considerada a mais avançada do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a entidade, existem 163 vacinas contra o coronavírus sendo desenvolvidas globalmente, sendo que 23 estão na fase de testes em humanos. 

    Ao todo, 50.000 pessoas estão participando dos testes da vacina de Oxford, 10% delas no Brasil (2.000 em São Paulo, 2.000 na Bahia e 1.000 no Rio de Janeiro).  

    "Com a quantidade de pessoas que estão recebendo a vacina no mundo, é possível que tenhamos resultados promissores no início do ano que vem e o registro em junho", afirmou Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo, em entrevista para a GloboNews. 

    O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Unifesp coordena a aplicação dos testes em São Paulo, iniciada em junho com voluntários da área da saúde. Devido ao caráter emergencial, a instituição conseguiu reduzir de 18 para 12 meses o período de testes da terceira fase, última etapa dos estudos.

    'É preciso respeitar tempo do estudo'

    Na terceira fase, parte dos voluntários recebe a vacina e outra parte um placebo. 

    "A vacina de Oxford é uma candidata bastante forte e está bem avançada, [mas] é preciso respeitar o tempo do estudo. E precisa ter os resultados, pelo menos, dos seis primeiros meses, para saber qual o conjunto dos resultados", disse Smaili.

    A vacina mais rápida já criada, contra a caxumba, levou quatro anos para ficar pronta. 

    "Juntando todos os resultados, eles poderão ter o registro em 12 meses, ou seja, junho do ano que vem", complementou a reitora da Unifesp.

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    Tags:
    Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasil, Universidade de Oxford, Unifesp, vacina, epidemia, pandemia, COVID-19, novo coronavírus
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