10:45 29 Outubro 2020
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    O presidente brasileiro Jair Bolsonaro desistiu de nomear o empresário Renato Feder para o Ministério da Educação (MEC) e procura outros nomes para a pasta.

    Segundo publicou a colunista Ana Flor no portal G1, o presidente brasileiro desistiu de nomear Feder após constatar resistência ao nome do empresário entre seus apoiadores. Feder atua como secretário da Educação no Paraná e seu nome circula no Planalto como possível ministro desde a demissão de Abraham Weintraub da pasta. Anteriormente, ele foi preterido pelo nome de Carlos Alberto Decotelli.

    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli da Silva.
    © Foto / Fotos Públicas
    O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli da Silva.

    Na quinta-feira (2), Feder chegou a receber uma ligação de Bolsonaro convidando o empresário para uma visita a Brasília na segunda-feira (6), o que foi apontado como um sinal de que ele seria nomeado ministro. Feder, que mais tarde confirmou o convite, atua no ramo da área de tecnologia e teria sofrido resistência de conservadores no governo.

    Após a veiculação da informação de que Bolsonaro teria descartado o nome de Feder para a gestão do Ministério, o empresário declarou em redes sociais que recusa o convite para ser ministro e desejou boa sorte ao presidente na busca por um novo chefe da pasta.

    ​Ainda segundo o portal G1, Bolsonaro realiza consultas para escolher o novo ministro e tem como meta apontar um nome que sinalize uma escolha técnica e que garanta uma relação tranquila com os poderes.

    Ministro da Educação, Abraham Weintraub, é saudado por apoiadores ao deixar sede da Polícia Federal, em Brasília (DF), 4 de junho de 2020
    © Folhapress / Pedro Ladeira
    Ministro da Educação, Abraham Weintraub, é saudado por apoiadores ao deixar sede da Polícia Federal, em Brasília (DF), 4 de junho de 2020

    A pasta da Educação tem sido uma fonte de polêmicas dentro do governo Bolsonaro desde o início. Já passaram pelo MEC três ministros diferentes desde o início da gestão bolsonarista. O mais recente, Decotelli, não chegou a tomar posse, mas foi anunciado pelo governo como ministro e pediu demissão após serem divulgadas possíveis fraudes em seu currículo.

    Ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez
    Marcello Casal jr/Agência Brasil
    Ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez

    Antes dele, Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub caracterizaram o Ministério da Educação como fonte de conflitos no governo. Weintraub, o último a gerir a pasta oficialmente, chegou a ser investigado e interrogado devido a declarações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) reveladas em gravação de reunião ministerial.

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    Tags:
    Brasil, Jair Bolsonaro, Ministério da Educação
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