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    Nesta quarta-feira (1º), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, decidiu prorrogar um inquérito que envolve o presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

    O inquérito prorrogado por mais 30 dias apura as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal.

    O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília em 9 de agosto de 2019.
    © AP Photo / Eraldo Peres
    O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília em 9 de agosto de 2019.

    Moro, que deixou o cargo de ministro do governo devido às acusações, afirmou à época que Bolsonaro tentou interferir na instituição através da demissão do diretor-geral da Polícia Federal e ao pressionar por uma mudança no comando da Superintendência da instituição do Rio de Janeiro.

    Segundo publicou o portal G1, a decisão de Celso de Mello garante que as investigações continuem em meio ao recesso do STF.

    Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Procuradoria-Geral da República do Brasil, gesticula durante sabatina no Senado
    © REUTERS / Adriano Machado
    Augusto Aras, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Procuradoria-Geral da República do Brasil, gesticula durante sabatina no Senado

    À frente das investigações, a Polícia Federal ouviu Moro e outros ministros, e pretende ouvir também o presidente Bolsonaro, possibilidade sobre a qual foi solicitada manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras.

    Ainda segundo o portal G1, especula-se que Aras pedirá que o depoimento não seja presencial, mas por escrito. Celso de Mello, por sua vez, sinalizou que entende que o depoimento tenha que ser presencial.

    A exigência legal da presença do presidente é motivo de discussão jurídica devido à falta de uma regra que estabeleça parâmetros para o depoimento do presidente da República em um inquérito em que ele próprio é investigado.

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    Tags:
    Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, Jair Bolsonaro
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