08:40 10 Agosto 2020
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    Entregadores de aplicativo estão em protesto em diversas capitais brasileiras nesta quarta-feira (1º). A mobilização foi anunciada em meados de junho.

    Os trabalhadores pedem equipamentos de proteção contra a pandemia, licença remunerada para quem for contaminado pelo coronavírus, fim dos bloqueios indevidos nas plataformas, melhor remuneração, seguro de roubo, acidente e vida.

    De acordo com levantamento do G1, foram registradas mobilizações nas seguintes cidades: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA). 

    Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, entidade que reúne aplicativos de entrega como iFood e Uber, afirmou que a participação nos atos de hoje "não acarretará em punições ou bloqueios". "As plataformas de delivery operam sistemas dinâmicos e flexíveis, que buscam equilibrar as necessidades de entregadores, de restaurantes e de usuários", afirma a entidade.

    Uma das lideranças da greve é Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido como Galo. Em sua rede social, ele pede que as pessoas não façam pedidos nas plataformas nesta quarta-feira e publicou vídeo em que afirma: "Os caras não valorizam a força de trabalho. Vou falar uma verdade para vocês, existe força de trabalho sem patrão. Não existe patrão sem força de trabalho."

    Manifestação de entregadores de aplicativo contra a precarização do trabalho, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Foto de 7 de junho de 2020.
    © Folhapress / Zé Carlos Barretta
    Manifestação de entregadores de aplicativo contra a precarização do trabalho, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Foto de 7 de junho de 2020.

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    Tags:
    Brasil, trabalho, aplicativos, greve
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