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    Situação com coronavírus no Brasil no fim de junho (51)
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    A economia brasileira sofrerá forte retração no primeiro semestre deste ano, com previsão de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre.

    A avaliação é do Banco Central (BC), que divulgou nesta terça-feira (23), em Brasília, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, informou Agência Brasil.

    O Copom reduziu a taxa básica de juros, Selic, em 0,75% para 2,25% ao ano.

    Segundo o documento, membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisaram os dados relativos ao segundo trimestre e fizeram previsões "de forte contração do PIB no período e sugerem que a atividade atingiu o seu menor patamar em abril, havendo recuperação apenas parcial em maio e junho".

    "O Copom considera uma queda forte do PIB na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre", destacou a ata.

    O BC adiantou que Selic chegou a um nível muito baixo e a manutenção da taxa depende do controle das contas públicas.

    "Neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que o espaço remanescente para a utilização de política monetária é incerto e deve ser pequeno [...] Nesse contexto, já estaríamos próximos do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos preços de ativos e potencialmente comprometer o desempenho de alguns mercados e setores econômicos", concluiu o documento do BC.

    O Banco Central também avalia que o impacto da pandemia de COVID-19 na economia brasileira terá efeito desinflacionário, associado ao aumento do nível de ociosidade da economia.

    Por outro lado, segundo o Copom programas de estímulo creditício e de recomposição de renda teriam potencial de recompor parte da demanda.

    Copom destacou que as projeções para a inflação estão abaixo da meta de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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    Tags:
    COVID-19, inflação, Copom, Selic, economia, Brasil
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