16:16 12 Agosto 2020
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    Nesta quarta-feria (17), o policial militar Adriano Fernandes de Campos foi preso em São Paulo acusado de assassinar Guilherme Guedes, um adolescente negro de 15 anos.

    O sargento da PM paulista permaneceu em silêncio durante seu interrogatório no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O policial já estava sob custódia, detido administrativamente na Corregedoria da PM. Um segundo policial suspeito é investigado, mas ainda não foi identificado.

    Guilherme Guedes foi encontrado morto na região da Zona Sul de São Paulo. Junto ao corpo, atingido por dois tiros, havia uma tarjeta com patente e "nome de guerra" de um policial militar.

    Em São Paulo, moradores observam enquanto a Polícia Militar prende um homem durante protestos em 16 de junho de 2020 contra a morte do adolescente negro Guilherme Silva Guedes. Investigações apontam que o jovem foi morto por um policiais militares.
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Em São Paulo, moradores observam enquanto a Polícia Militar prende um homem durante protestos em 16 de junho de 2020 contra a morte do adolescente negro Guilherme Silva Guedes. Investigações apontam que o jovem foi morto por policiais militares.

    A investigação, segundo publicou o portal G1, acredita que o PM assassinou o adolescente após concluir que o jovem estaria envolvido em um furto realizado em um galpão que era vigiado por uma empresa de segurança de propriedade do sargento.

    Ao saber do roubo, o sargento saiu em busca dos ladrões e teria encontrado o adolescente em uma viela na região, próxima da casa do jovem.

    Os acusados pelo assassinato foram vistos em um vídeo que os mostra saindo da viela após a morte do adolescente. Os tiros atingiram a mão e o rosto de Guilherme, o que aponta que ele teria tentado se proteger, e também a nuca do garoto negro.

    Protestos, agressões e prisões de policiais

    A morte do adolescente deflagrou uma série de protestos na periferia paulistana. Na segunda-feira (15), sete ônibus foram depredados ou queimados na região e no dia seguinte uma passeata percorreu o bairro.

    Em São Paulo, manifestantes participam de protesto em 16 de junho de 2020 contra a morte do adolescente negro Guilherme Silva Guedes. Investigações apontam que o jovem foi morto por policiais militares. Segurando o cartaz está a avós de Guilherme, Antonina Arcanjo da Silva.
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Em São Paulo, manifestantes participam de protesto em 16 de junho de 2020 contra a morte do adolescente negro Guilherme Silva Guedes. Investigações apontam que o jovem foi morto por policiais militares. Segurando o cartaz está a avós de Guilherme, Antonina Arcanjo da Silva.

    No dia, a manifestação chegou a ser reprimida pela Polícia Militar após três ônibus terem sido depredados e também um posto de gasolina ter sido saqueado.

    Vídeos circularam mostrando policiais agredindo pessoas em abordagens na região. Pelo menos 14 militares foram afastados, sendo que oito deles foram presos.

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