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    Brasil e COVID-19 em meados de junho (41)
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    Pesquisa que reuniu várias instituições sequenciou 427 genomas do novo coronavírus no Brasil, identificando que apenas três cepas principais conseguiram se espalhar pelo país.

    Também foram utilizados 63 genomas sequenciados previamente pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). De acordo com o estudo, a descoberta significa que o isolamento social pode ter ajudado a reduzir a diversidade das cepas com maior circulação. 

    O projeto envolve várias instituições, entre elas USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Unicamp (Universidade de Campinas), Universidade de Oxford e Imperial College of London, entre outras. 

    Dos genomas sequenciados do vírus SARS CoV-2, 102 foram identificados como cepas iniciais, que entraram no Brasil no inicio da epidemia. Destas, apenas três se espalharam, segundo os autores da pesquisa. 

    O estudo começou com o sequenciamento, no final de fevereiro, do genoma do vírus responsável pelo primeiro caso detectado no país. Em seguida, três meses depois, com um banco de dados maior, foi possível fazer um mapeamento genético mais eficiente do novo coronavírus. 

    Vírus teria se espalhado antes dos casos iniciais

    De acordo com os pesquisadores, provavelmente as três cepas se disseminaram pelo país, entrando por São Paulo e Ceará, e infectaram alguém antes dos dois primeiros casos serem confirmados. A epidemia teria se originado cerca de 10 dias antes do primeiro caso registrado. 

    Como ainda não havia medidas de isolamento, elas se espalharam mais facilmente, o que não teria ocorrido com outras cepas, que tiveram mais dificuldade de transmissão devido ao distanciamento social. 

    "As três cepas que encontramos agora foram as que se espalharam mais, e provavelmente infectaram pessoas antes dos dois casos iniciais em São Paulo. O vírus já estava circulando uns 10 dias antes", disse  Ester Sabino, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, em entrevista ao canal Bem Estar, do G1. 

    Taxa de transmissão reduzida

    Além de reduzir a diversidade genética do vírus, as medidas isolamento teriam contribuído para reduzir a taxa de transmissão de três para um, ou seja, uma pessoa infectada, ao invés de transmitir o coronavírus para outros três indivíduos, contaminaria apenas um. 

    "As medidas contribuíram também para a velocidade de expansão do vírus, mas, mesmo assim, não conseguiram barrar totalmente, como em todo o mundo. Mas isso atrasou a chegada do vírus em outros centros urbanos”, afirmou ao G1 Nuno Faria, da Universidade de Oxford.
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    Brasil e COVID-19 em meados de junho (41)

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    Tags:
    novo coronavírus, COVID-19, pandemia, epidemia, Brasil, vírus, genoma, São Paulo, Ceará, isolamento, quarentena
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